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Balanceio

Imagem: Larissa Pujol

Estas são as curvas do refrão bailado sob o vestido qu’ eu balanço... Pela tua mirada, a história narrou a melódica sinuosidade despida. Cantou-me o passe gingado da tua vontade entre a moral e o teu sangue, entre os outros e o teu poder movido pelos meus próprios pés.
A batida, em ritmo soluçante, contempla a fisionomia apreendida em palavras absolutas. É a capacidade de pensar e a qualidade da abertura nesse imenso humano do qual se precisa... A anáfora serpeante da liberdade ouviu o refrão escorrido em seu fim... Que dimensão permanece no solo úmido e seguro e nas profundezas que abrem caminhos?
Expressamo-nos em repetidos estribilhos que comparece, isoladamente, a qualquer juízo fugaz... Um pretexto de carícia para a pele de gato desaparecer entre as sombras. Um pretexto de garra para a própria pele não esmorecer, homem.
A letra d’um corpo sopra o chamado em teu imo. Antes de mim, a verdade esqueceu e se pôs a escutar todo o teu interesse. Distinta transparência sonora nas voltas do frenesi que interpela nosso arquejo...

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A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…