sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Prelúdio

A soma dos ventos nos corpos que respiram; tais milhas de caminhos que carregam os olhares dispersos do dia. Cada alegria, simples ou escandalosa, suspende-se nos galhos completos de horizonte outonal. Na terra, a liberdade, seiva feminil, espalha novidade eterna e descansada de tempo.
Aos gametas da vida: a sofrível fragilidade dos desejos. Quão sutil o plano derrocado do olhar temendo a mudança brusca do ar, do que se respira em partículas de instinto. Surjam de todos as catástrofes em estrofes aceitas de paz... Sem suborno, deixa-se partir um beijo obscuro e insignificante - contrário à chegada de nossos genes em qualquer caso...
Suspira o peito no anseio do sangue que lhe resta... Findou-se, então, velho e consoante ao leito amoroso que servira na sua calma crida de ideologias e confissões verso à verso. Eis, talvez, a verve mortífera do caleidoscópio a nos esbanjar espírito e uma imensurável dimensão em diversas paralelas móveis honestas.
Não divergirão neste espaço o qualquer e o pouco... A matéria venosa de todos os ninhos se encapsulam na sobrevivência obtida por pontos desenhados à cores sem critérios, à sombra dispersa de candura.