sexta-feira, 26 de abril de 2013

A particular afirmativa

Silêncio... Eis a solução às suas polêmicas! Não há vida que se compadeça das respostas miúdas – desta, somente a morte parte a sua definição. Se adiantar, ao certo, a disposta ironia da fluente ignorância, assim, ignorada à guisa da compreensão calada, pagaremos tributos ao respeito...
A redoma ameaça tem o mesmo ataque, a pacífica preocupação. Não obstante, a diluída análise do óbvio e normal faz a vez oculta do pesadelo. Avista o baixo entre os olhos, logo, à marteladas a cabeça do prego é fixa nesta fileira... Acaba por ser alheio o sufoco – e a sua escravidão.
Deixa-se, então, o deleito que nos assiste, e nós ao outro deleito, persuadir através do tenro afago. Repousará, talvez, o favorecimento próprio no meio paupérrimo e limitado d’outro. A razão inverteu a extensão! Embora universal, quantas migalhas valem a idéia de ser?! A implicância humana com numerosos elementos, ali fora, aplicando a si senão uma parte dos seres para restringir-se...
Compreensível representação superior na diversa espécie. Esta, toda a idéia que contém indivíduos! Do ponto de vista perfeito é oriunda a adequação do objeto na certeza do espírito... Disse o que é com regras de exceção... O ato confirma, portanto, alguma coisa d’outra – a cópula julgada decompõe, nesta proposição, o atributo.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Pesqueiro

Não comete pecado esta sombra do mal sobre os nós cegos da rede. A pesca seguiu a vez do mar, ladrão de tudo, como se vivesse num rumo, apenas.
Saudável a fome da união que absorve os receios no abraço... Pouco pode-se crer, no entanto a novidade descrita nas costas, e que talvez a outrem lhe denuncie, aniquila o possível equivoco em seu apreço. Contornam-nos assim os marulhos anelados de correntes e correntezas. Borbulhou a viva-água anunciando a infinita rota de fuga... Atraiu sem que soubéssemos... A sombra, para o mau-dizer do pescador, acolheu no profundo paraíso negro os pequenos, grandes e rápidos desvios do seu dia. – Gigante começo é o Sol! – Deu-se conta.
O que importa? O suor escorre com seu fim semelhante ao nosso... O cair da desesperança abatido pela fortaleza qualquer é. N’algum outono próximo, a lua deixar-se-á marcar...
Ao lado, o balanço apático da velha guarida. Sente nesta a sua confidente ao fitá-la de horizonte a horizonte... A sua madeira fosca tinha a face de mãe! E ela se olhava sobre a água invadida permitindo o pescador de se tornar natureza... Atirou-se, borbulhou nu e voltou envolvido de corais e por alguns pares de braços... Outra madeira-mãe o seu descanso acolheu, naturalmente.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ponto desvio

A questão que eleva seus olhos à minha face, querido, mais protege a conforme sina deste dia. Um jeito propício a emular as alheias caras deixadas para depois, num encontro tropeçado do cotidiano, ou na contagem que nos deve a paciência.
Uníssonas expressões comentadas nas ruas, oxalá chegue o ouvido para desviá-las pelas esquinas que ora esperam, ora esquecem... Agora, elas narram de mãos dadas a calmaria d’um vermelho ponto lá no alto... Na travessia, só o trecho lhe é contado, querido. Então, leia-me, você, na pressa que o puxo, como se fossemos para a cama num dia de sábado... Não se equivoque! Embora a entrega dos pontos descosture um vestido e nos aquiete o argumento, vírgulas pouco sabem quando e como continuarão... Um fim d’outro indaga no ninho braçal a certeza daquele meio carregado de cerne doce e vivido...
Que se adie a parcimônia entre o seu sonho de Septimus e o extremo delineado apego em minhas mãos... O Letes não corre como nós, querido, portanto a passagem não se pintará neste quadro. Talvez, como tal esquecido, atravesse e se despeça da sobrevivência que consumimos. Parece-lhe difícil acudir o amanhã num ontem em eclipse. Sopram assim o vento e o assobio: escute ou leve conforme o trajeto...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Carregou o caminho...

...Preparou conjunto por dia, dia por frio, frio (ou não) por calor, calada, assim como a bagagem que sustenta suas metades têxteis em (para) cada membro oco e suspenso que reste... Enumerada, assim como as horas que espreitam o crepúsculo... Adiantada, assim como as metáforas entre o corpo e o pensamento... Amassada, assim como ama!
O olor, de costume, já se desprende antes da inexorável despedida, surpreendendo até este Sol que, míope recente, alumia próximo a si as barras sombrias pelas quais se guia a caminhada. Tal cidade na cama asfaltada roda a rotina – parece nunca finda – assim, quanto mais, quanto nela, amassada!, mais filhos se criam...
Desliza em seu colo a prática cinta concluída em valores, diluída em notas pagas ou cantaroladas num fundo ritmo de passos e desvios. Cedida a permissão seleta e expressiva deste começo, as nuvens do seu cigarro invadem o pensamento escuso n’algum pedido ao Eterno: a filha O avistou nas juras de amor, no entanto o rio se parte desencontrando-se em duas lágrimas...
Finalmente fragmenta-se Ela nas cenas onipresentes daqueles que a vêem. Se caírem aos seus pés, assumirão a Sua vontade de levá-los onde quiser... A compleição, forte aliada, também adiciona um sorriso cúmplice que creditará ao outro o retorno... Faz tempo.