sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Ao outro livre...

Não... Não penso em não te amar. O que está em comum no imaginário amigo? A precisão do sorriso, meu caro? O preço não é qualquer, tampouco inoportuno, embora a desarticulação das palavras se esgote em nossos rostos complacentes de paz.
Há esperança na transmissão da alegria, uma delas, então, entre as diversas discussões devidas. É-me vigente o mínimo cotidiano que nos assemelhe. Liberto a desolação d’algema com a qual se solucionava a união... Fruímos, logo, da prosperidade dos pormenores – que de tão íntimos, já deram luz à inventividade prazerosa nos discretos recantos de noss’alma.
A minha legitimidade se enraizou na terra fecunda e solitária das escolhas. Algumas milagrosas, deliciosas e simples, cuja cara é apenas de hoje. É de se sentir, portanto, acompanhado por toda a espécie; um gigantismo compulsivo de todos os lugares e de suas intenções asfixiantes... Interminável sombra de nossas conversas, meu caro, na distinta saída enquanto profusão dos corpos.
Deslizar em tua casa, incompreensivelmente à regra sofrível do verbo amar, me faz delinear todo o encontro certo no qual brindamos a verdadeira liberdade sorvendo um do outro a paixão na taça d’um cristal que nos testemunha.