sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Plástica

Dispões em ti uma obra artística e meditada, a melhor definição de mim em estado de mudança – que se compreende na complexidade por si completa. Imersa, porém, esta pessoa se excede na ilustrada e absoluta completude realista. A atitude tua perdoa a catarse daquela que te aprazerá em juízo de envolvimentos confortáveis e flagrantes de utopia.
Retratada a sina em tua plástica tela, mais uma que observa a figura móvel e calculada da diferença entre o meu eu e o mundo, e entre quanto pertenço ao mundo, a mim e a ti. Presenteio o esquecimento e os devaneios abstratos que rastreiam incertezas ainda com figuras projetadas nas faces armazenadas.
Fenômeno tu, a consciência mede a obra convertida em uma réplica antagônica de si. Breve risco d’um pensamento calado enquanto observa passivamente as curvas em ti dominadas – repousa no leito a mirada amiga e digna de adeus – e levantadas conforme a disposição da paisagem.
Ponderemos, então, a recepção da janela aberta cujo esforço é infinito para desapegar-se. Qualquer singularidade nela se abraça forte e inteira como partícipe da pintura curiosa que se introduz no desejo. Permaneceste, pois, na parede branca...