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Mostrando postagens de Fevereiro, 2014

Belvedere

Permanecem os riscos na sofreguidão que nos fricciona. Qual é o nada circundante, este prisioneiro em meados juvenis do bem? Subiu o monte aquele crente confesso... Dormitou a lagarta enquanto paisagem... Rascunhou o carvão durante o corpo. As escolhas de um vão venoso (apenas) não se sentem; foram-se descobertas e partidas, arrumando ventanias.
A porta gentilmente aberta pelo mordomo nomeado à figura castrada recebe a temperança para contar sua epopéia cristalina. Os candelabros, ora iluminam, ora ofuscam conforme o sopro ansioso dos demais, entre eles, um meliante buquê másculo. É a fábula d’um bem sequer fracassado, servindo escudo ladino ao velório... – Vigia a criança.
Disse o santo sanguíneo que o objeto flutua em consciência. Sobre os outros que nascem e se dispam e se dissipam. A cabeça concluída se fez larva num total fetichista – eis a sombra fingida, quando germinada, acusa o rapto ilustre do repouso.
Qual postura vingada supre a demência de Parmênides? Qualquer severa apatia…

Pétala atravessada

O que compõe a vírgula, senão a pausa e a companhia? Naquela insônia solitária de imagens que se quis, cães e alaridos, o blues solidário estende o braço de sua guitarra esperando os dedos plausíveis de estórias.
Temos nomes entre os sinais e em qualquer grafia cinzenta n’última página da viva-voz. Para dentro eles cantam e nos acomodam afora em toda marginalidade lida durante a descida do vinho. Tal é a festa soletrada, acumulada, experimentada, na qual a mimese permanece. Que última visão carente passou frente ao local? A dor havia ludibriado a sátira lacônica de um gato a espreita... Foi-se o muro e a porta; sua endêmica saída à mercê dos anjos e dos mendigos carnudos...
Apenas a saudade garante o crime iludido do final! Curvam-se então as ruas, enfim sós, com o próprio tempo... Em cada um, a hora dissipada serve o banquete. O bom engenho mistifica a luz com serena posição... Pega vida oblíqua cuja planta nova ocupa outra folha. Camufla os passos o outono caído de velhos pesares.…

A obra vestida

Por onde anda o monge são? Observei pela luz medida o tratado do fogo. Escutei sentido no afeto das mãos notívagas jantando os deuses que orei sobre a mesa... Amante comunicado entre as riscas do espectro ainda expira nas frestas.
Sei de mim que insiste no raio que o parta da ira – a letra acamada e pequena carente. O corpo, vidente maior, se envaidece de cristal vestido. E o filho? Foi de amores escrita a isca do lápis... Outra vez o pecado se encontra em qualquer vaga da razão. Cara versão companheira de enredo... Seu argumento compreende a maquilagem caída no espelho ao som da fera em sua oração privada. Assista-me, paredes, e outra vez as agradecerei. Agradecê-las-ei pelo apoio, apoio dos braços, do corpo, do solo que rodopiou jogando o bonito caso à concentrada engolida... De gota em resto somos mantos formados. Decoram-nos o beijo, o pranto, o nome riscado na sorte líquida...
Síntese sistêmica de histórias petrificadas naturalmente pelo pó utópico. Resultado da tal fórmula exper…

Diabos tortos

Sobrou energia e a casa se acostuma parada. A vista do piso retrai a cabeça mirando o bel-prazer do anjo que macula seus pés: figura ao teto liso e quadrado de nudez aludida ante o sono. Perde-se vidro, procura-se desenho. Pais e filhos, moldados à distinta genética do conflito, se afeiçoam na perfídia estática e empoeirada. Todos com estética personificada d’um animal empalhado, com a diferença de que cada um tivera sua maldade quieta sob a cama... Amigos foram imaginados, pessoas foram sonorizadas em móveis e o anjo acolhe o pranto da seda secretamente emparedada na incredulidade. As retas traçadas dos cômodos receberam os moldes poéticos de vezes apatetadas nas pernas e bocas. Reprimira? Jamais. Cuide os jornais que ainda passam por ontem na sua cara! Ah, casa de leitos! Corpo nosso de todos num dia que reza a lenda incomparável do louco. O silvestre perfume não se esquece frio e a veste negra do bispo equivale à face. Seja o paraíso um tijolo a menos da torre gótica. As pedras r…