sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A obra vestida

Por onde anda o monge são? Observei pela luz medida o tratado do fogo. Escutei sentido no afeto das mãos notívagas jantando os deuses que orei sobre a mesa... Amante comunicado entre as riscas do espectro ainda expira nas frestas.
Sei de mim que insiste no raio que o parta da ira – a letra acamada e pequena carente. O corpo, vidente maior, se envaidece de cristal vestido. E o filho? Foi de amores escrita a isca do lápis... Outra vez o pecado se encontra em qualquer vaga da razão. Cara versão companheira de enredo... Seu argumento compreende a maquilagem caída no espelho ao som da fera em sua oração privada. Assista-me, paredes, e outra vez as agradecerei. Agradecê-las-ei pelo apoio, apoio dos braços, do corpo, do solo que rodopiou jogando o bonito caso à concentrada engolida... De gota em resto somos mantos formados. Decoram-nos o beijo, o pranto, o nome riscado na sorte líquida...
Síntese sistêmica de histórias petrificadas naturalmente pelo pó utópico. Resultado da tal fórmula experimental da física andante e balanceada em qualquer frasco têxtil. São frágeis as páginas com suas miniaturas enquanto dispersa a vontade mimética e máxima do abstrato. Curvam-se as asas ao alvo preferido – apenas o chamado que criva a serpente em seu leito arbóreo. Escorre mutante.