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Diabos tortos

Sobrou energia e a casa se acostuma parada. A vista do piso retrai a cabeça mirando o bel-prazer do anjo que macula seus pés: figura ao teto liso e quadrado de nudez aludida ante o sono.
Perde-se vidro, procura-se desenho. Pais e filhos, moldados à distinta genética do conflito, se afeiçoam na perfídia estática e empoeirada. Todos com estética personificada d’um animal empalhado, com a diferença de que cada um tivera sua maldade quieta sob a cama... Amigos foram imaginados, pessoas foram sonorizadas em móveis e o anjo acolhe o pranto da seda secretamente emparedada na incredulidade.
As retas traçadas dos cômodos receberam os moldes poéticos de vezes apatetadas nas pernas e bocas. Reprimira? Jamais. Cuide os jornais que ainda passam por ontem na sua cara! Ah, casa de leitos! Corpo nosso de todos num dia que reza a lenda incomparável do louco. O silvestre perfume não se esquece frio e a veste negra do bispo equivale à face. Seja o paraíso um tijolo a menos da torre gótica. As pedras reluzirão (confusas) conforme o céu guardado de pássaros.

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Entre amigas: a passividade do possível

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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
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A vegetação morre, a pedra ali espera. É iludida. Não tem consciência da morte. Tem como companhia o dia, a noite e todo sentimento que se despede. A pedra ali espera. Uma lufa lhe acaricia nunca a deixando só.
A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…