sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Diabos tortos

Sobrou energia e a casa se acostuma parada. A vista do piso retrai a cabeça mirando o bel-prazer do anjo que macula seus pés: figura ao teto liso e quadrado de nudez aludida ante o sono.
Perde-se vidro, procura-se desenho. Pais e filhos, moldados à distinta genética do conflito, se afeiçoam na perfídia estática e empoeirada. Todos com estética personificada d’um animal empalhado, com a diferença de que cada um tivera sua maldade quieta sob a cama... Amigos foram imaginados, pessoas foram sonorizadas em móveis e o anjo acolhe o pranto da seda secretamente emparedada na incredulidade.
As retas traçadas dos cômodos receberam os moldes poéticos de vezes apatetadas nas pernas e bocas. Reprimira? Jamais. Cuide os jornais que ainda passam por ontem na sua cara! Ah, casa de leitos! Corpo nosso de todos num dia que reza a lenda incomparável do louco. O silvestre perfume não se esquece frio e a veste negra do bispo equivale à face. Seja o paraíso um tijolo a menos da torre gótica. As pedras reluzirão (confusas) conforme o céu guardado de pássaros.