sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Pétala atravessada

O que compõe a vírgula, senão a pausa e a companhia? Naquela insônia solitária de imagens que se quis, cães e alaridos, o blues solidário estende o braço de sua guitarra esperando os dedos plausíveis de estórias.
Temos nomes entre os sinais e em qualquer grafia cinzenta n’última página da viva-voz. Para dentro eles cantam e nos acomodam afora em toda marginalidade lida durante a descida do vinho. Tal é a festa soletrada, acumulada, experimentada, na qual a mimese permanece. Que última visão carente passou frente ao local? A dor havia ludibriado a sátira lacônica de um gato a espreita... Foi-se o muro e a porta; sua endêmica saída à mercê dos anjos e dos mendigos carnudos...
Apenas a saudade garante o crime iludido do final! Curvam-se então as ruas, enfim sós, com o próprio tempo... Em cada um, a hora dissipada serve o banquete. O bom engenho mistifica a luz com serena posição... Pega vida oblíqua cuja planta nova ocupa outra folha. Camufla os passos o outono caído de velhos pesares... Aguava coincidência. Nunca perdoou.