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Pétala atravessada

O que compõe a vírgula, senão a pausa e a companhia? Naquela insônia solitária de imagens que se quis, cães e alaridos, o blues solidário estende o braço de sua guitarra esperando os dedos plausíveis de estórias.
Temos nomes entre os sinais e em qualquer grafia cinzenta n’última página da viva-voz. Para dentro eles cantam e nos acomodam afora em toda marginalidade lida durante a descida do vinho. Tal é a festa soletrada, acumulada, experimentada, na qual a mimese permanece. Que última visão carente passou frente ao local? A dor havia ludibriado a sátira lacônica de um gato a espreita... Foi-se o muro e a porta; sua endêmica saída à mercê dos anjos e dos mendigos carnudos...
Apenas a saudade garante o crime iludido do final! Curvam-se então as ruas, enfim sós, com o próprio tempo... Em cada um, a hora dissipada serve o banquete. O bom engenho mistifica a luz com serena posição... Pega vida oblíqua cuja planta nova ocupa outra folha. Camufla os passos o outono caído de velhos pesares... Aguava coincidência. Nunca perdoou.

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
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A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…