sexta-feira, 11 de abril de 2014

A cobiça da sombra

Por aquele muro, concretas cores nas caminhadas sombras acalcaram corpos de intuições. Uma cara foi areia quando surgiu efeito, uma doença visitou o frontispício condicional de ternura antes do céu – lá alcançado ao solo que se jogou... Onde contaram espasmos do segundo, a parede com hachuras já determinava seu símbolo de menino.
Animal do louco pelo que do alheio se sente. Convergir dores na obnubilar labareda interpretada a fim de parar qualquer nome de arbítrio; salvam-se, pois, as idas dos tijolos frente aos vitrais. A curiosa tela estava, aos poucos, tornando-se esquiva... Velha mordomia confiando a caída escura sobre as folhas que massageiam o infinito.
Flanam gente e morte. A seriedade, a chicote, delineia o jogo de cintura entre os cães que ladram... Alguns, por esse muro, comemoravam com dor o rechaço dos bons ditames. E em nós, a enfática tempestade cria-se superior à natureza... Quando esta capitula, o instinto a sanciona. São as falácias de pedra que adulam o seu rosto ordinariamente solitário... A queda avista, entre outros sintomas, o universo perpetuado de amor. Secreta e ponderada memória extraviada do calcário.