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A fúria d'areia

Quando a sombra é cúmplice do vento e a areia os testemunha... (Imagem: Larissa Pujol)
Sorve o líquido apaziguando seu rosto igual aos caminhos. Nada hoje pertenceu ao rastro ambíguo do transbordar, nada, então, ser-lhe-ia útil se penetrado na boca do segundo mundo.
Acontecera há centelhas partículas de nascimentos a utopia mascarada das sombras. Em vestes iniciadas, lá e cá entre domínios, a pele calcificava seu brilho; dentro d’outra sala acomodava seu par... O ponto d’um mistério até onde sua dita se torna grosseira ao avançar pela natureza cometida. Outro dia, sem contar, surpreender-se-á com o mesmo quadro que não acata dúvida: o detalhe em toscas faces lançadas por estranhas cenas de seu fatídico objetivo cortante e oculto.
A hipótese d’um terceiro ser a assistir à consequência toma vulto... Todavia, foi desnecessário discorrer sobre seu modo possessivo que a assegurava contra alguém. Um tato estranho quanto brioso, absorvido pela figura contida da certeza... A ocasião se aprofunda no obscuro símbolo pertinente, riscado à leveza concreta da procrastinação, mas o dono d’outro mundo refuta a insólita palavra-rosto da espera. Acalma-se, pois, a cadência n’algum imo a envelhecer.

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Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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