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A sós com a alma II

Quando a arte justifica a pele... Imagem: Larissa Pujol.

Que luz é em ti? Que luz há em ti? O que te faz luz? O que te acende nesse tom solferino por trás dos gracejos femininos de tuas uvas?
A rubrica do pincel no exato momento da força despe um todo simples corpo laborioso em sua própria camuflagem. Insistiu tua cor amarela sob a lâmpada que se apagará... Assim se dissolve o plástico caloroso envolto no sangue colhido das sombras; e tua sobra emerge das roupas dispersas sobre o chão de meu desejo.
Ah, jovem vento que me ondula na aquarela! Mergulhada, ida e bela nas densas cores líquidas, esforço-me na minha atividade... É o propósito teu descobrir mistérios (os meus em teus mistérios) na física natureza mestre que nos melhora em par. Transformando a tinta em matéria de luz, esvaímo-nos da facilidade pela qual se conduz a pessoa nos olhos insensíveis e dominados.
O evangelho se curva ao corpo e ao movimento abstrato das líquidas cores expelidas entre nossas conchas unas displicentes. Quando a obra justifica a existência da pele em todo seu frisson perene, Sua Criação manuscreve a óleo o seleto nome possuído de definição sentida.

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