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Êxito com unhas

Corpo recolhido com sábia ausência... O tempo observa. Ele é anjo. (Imagem: Larissa Pujol)
Confesse um erro e se torne humano! Que fracasso antes não foi a soma abrupta entre o desejo e a imperfeição? Um colo a se querer do travesseiro amigo leve da solidão que pensa a surpresa dos sonhos a viver-nos inquietamente na fechadura da porta alheia que vigia...
Traçam-nos partindo d’um ponto-lugar imediato. É a experiência, é a equipe memorável e criativa que emerge das fontes na composição final. É o olhar do erro sobre a fragilidade humana. Quais os discursos de sucesso e superioridade não se mutilam de fracasso? Salve-nos, Imperfeição! A sermos estrutura do jogo, desdobrados em significados humanos, o despedaçado espetáculo nos especula no querer do outro, do nosso próprio nome.
Ensaiar as diferentes personas nos resulta em peças de exposição. Tentativas, falências, falecimentos. O desastre fictício cria sua trama entre a pessoa e o público. A quantos vários somos o belo, o inserido e o doador? Privada, a dor inocente mantém sua solene recepção artística e pintada no contrabando do ser. A covardia se mata de vida; e esta unidade carrega os fragmentos de quem não sabe. Celebramos o tempo do espaço habituado, ainda que seja antes de nós.

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A noite passada sonhei com ela. Despertei e ficou aquela sensação de pseudo-esquecimento. Não tenho pensado nela, mas parece que alguma parte inconsciente insiste em mantê-la por perto. Acredito que, por vezes, a mente crudelíssima e o coração – misérrimo coitado – carregam a culpa.  Levei o gosto da injustiça e da contrariedade do tempo, por todo o dia, na boca e no processo digestório. Cheguei à minha casa e mantive as luzes apagadas. No entanto, a posição do saxofone, do microfone e da caixa de som no meu quarto sempre encontra e reflete qualquer raio de poste, de grades, de vizinhos, de luas. É propositalmente poético, eu sei. Tenho competência ao arquitetar emoção. Dirigi-me até o sax e cantarolei uma canção qualquer entremeando ainda em pé o dígito de algumas notas. Não era hora de tocar, quer dizer, mas eu gosto. Quem não? Apenas não sinto segurança, faço-o escondida e sozinha porque – creio que mais pela raridade que pela afinação – sempre que me apresento em público vira um …