sexta-feira, 2 de maio de 2014

Êxito com unhas

Corpo recolhido com sábia ausência... O tempo observa. Ele é anjo. (Imagem: Larissa Pujol)
Confesse um erro e se torne humano! Que fracasso antes não foi a soma abrupta entre o desejo e a imperfeição? Um colo a se querer do travesseiro amigo leve da solidão que pensa a surpresa dos sonhos a viver-nos inquietamente na fechadura da porta alheia que vigia...
Traçam-nos partindo d’um ponto-lugar imediato. É a experiência, é a equipe memorável e criativa que emerge das fontes na composição final. É o olhar do erro sobre a fragilidade humana. Quais os discursos de sucesso e superioridade não se mutilam de fracasso? Salve-nos, Imperfeição! A sermos estrutura do jogo, desdobrados em significados humanos, o despedaçado espetáculo nos especula no querer do outro, do nosso próprio nome.
Ensaiar as diferentes personas nos resulta em peças de exposição. Tentativas, falências, falecimentos. O desastre fictício cria sua trama entre a pessoa e o público. A quantos vários somos o belo, o inserido e o doador? Privada, a dor inocente mantém sua solene recepção artística e pintada no contrabando do ser. A covardia se mata de vida; e esta unidade carrega os fragmentos de quem não sabe. Celebramos o tempo do espaço habituado, ainda que seja antes de nós.