sexta-feira, 20 de junho de 2014

A ficção da perda

Ao meu lado ela desabava sobre sua face a derrocada d’um conceito. A ilusão sobre a imortalidade tornou sua própria metáfora. Mediada na recente juventude, tivera motivo para que rompesse em prantos todo o brilho corrente de suas respirações.
O dia passa para que sua poesia fique nos lampejos jovens e notívagos do sofrimento. Doença esta que a menina recém-jovem trouxera ao seu colo após a plástica brincadeira sob os véus escusos do que seria. Nada a ela lhe argumenta, mas a justapõe na matemática entre um infinito e outro durante os números. Com a dor para ser sentida, ela criou seu próprio aviso naqueles personagens finais... Não mais, observara a continuação durante o meio de tudo que morre.
Entre a vontade e a experiência lateja a culpa do fim. Tragam-se no corpo as direções perpetuadas nas mãos e em nosso abraço. – É verdade? – Perguntou-me a recém-jovem no meio do meu instinto materno. – Pelo menos não foi a “experiência própria” que te descobrira a pena. – Ninei-a emitindo um chiado onomatopéico de sono e conforto. O que lhe é hoje cruz dialogada da realidade, ontem foi o paralelo horizonte alheio a sua visão. Torpe objetivo a sobriedade tem-nos por distrair em sua traição.