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A ficção da perda

Ao meu lado ela desabava sobre sua face a derrocada d’um conceito. A ilusão sobre a imortalidade tornou sua própria metáfora. Mediada na recente juventude, tivera motivo para que rompesse em prantos todo o brilho corrente de suas respirações.
O dia passa para que sua poesia fique nos lampejos jovens e notívagos do sofrimento. Doença esta que a menina recém-jovem trouxera ao seu colo após a plástica brincadeira sob os véus escusos do que seria. Nada a ela lhe argumenta, mas a justapõe na matemática entre um infinito e outro durante os números. Com a dor para ser sentida, ela criou seu próprio aviso naqueles personagens finais... Não mais, observara a continuação durante o meio de tudo que morre.
Entre a vontade e a experiência lateja a culpa do fim. Tragam-se no corpo as direções perpetuadas nas mãos e em nosso abraço. – É verdade? – Perguntou-me a recém-jovem no meio do meu instinto materno. – Pelo menos não foi a “experiência própria” que te descobrira a pena. – Ninei-a emitindo um chiado onomatopéico de sono e conforto. O que lhe é hoje cruz dialogada da realidade, ontem foi o paralelo horizonte alheio a sua visão. Torpe objetivo a sobriedade tem-nos por distrair em sua traição.

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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
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A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…