sexta-feira, 27 de junho de 2014

Poesia seca

"Outono como veio ao mundo". Imagem: Larissa Pujol.

Investigam, pois, os contornos seus sobre o nome tranqüilo. Tal como a medicina amarga que ainda não percebeu onde curar, a persistência convém em suas mãos carregadas de células e pouca morte. Seja o norte este perdão próprio d’uma carne olvidada.
Joga pelo complacente fogo dos céus aquele pássaro louco por canto! Frente a cara do amigo é cerco humano assassinado abaixo do que se imaginara. É túnel abissal, terra de gente construída a sangue do pó circundante a gametas competidos em si. Farelos de pele a cor gris do pelo denunciante da despedida. Filhos nada mais dizem até o cumprimento da data na lápide; e a pedra lapidada, antes móvel, lembra-se viva nos pesados tons abafados d’um piano...
Vestir as luvas para acolher as lágrimas aturdidas, mas cálidas como a pena de criança. Foram excetuadas as culpas balanceadas no disfarce colorido e transparente... Algo acima de ser tolhido nas procelas da matéria atingida. Leve vitupério ante o esplêndido capítulo... Fundamento expoente num fio de espada cuja prática torna-se tenra moradia...