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Poesia seca

"Outono como veio ao mundo". Imagem: Larissa Pujol.

Investigam, pois, os contornos seus sobre o nome tranqüilo. Tal como a medicina amarga que ainda não percebeu onde curar, a persistência convém em suas mãos carregadas de células e pouca morte. Seja o norte este perdão próprio d’uma carne olvidada.
Joga pelo complacente fogo dos céus aquele pássaro louco por canto! Frente a cara do amigo é cerco humano assassinado abaixo do que se imaginara. É túnel abissal, terra de gente construída a sangue do pó circundante a gametas competidos em si. Farelos de pele a cor gris do pelo denunciante da despedida. Filhos nada mais dizem até o cumprimento da data na lápide; e a pedra lapidada, antes móvel, lembra-se viva nos pesados tons abafados d’um piano...
Vestir as luvas para acolher as lágrimas aturdidas, mas cálidas como a pena de criança. Foram excetuadas as culpas balanceadas no disfarce colorido e transparente... Algo acima de ser tolhido nas procelas da matéria atingida. Leve vitupério ante o esplêndido capítulo... Fundamento expoente num fio de espada cuja prática torna-se tenra moradia...

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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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Entre amigas: a passividade do possível

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L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
L: Cara, ele disse isso ant…

Mas aquele subterfúgio de te olhar casando...

Resistir, sofrer por antecipação isolando-se numa máscara de pausa tchekhoviana ao estender-se no palco dos teus olhos. O espetáculo é meu, mas antes lamurie para o meu silêncio a vaga dessa boca a estreitar-se do muito que lhe choro dentro de mim.
É uma oração! Clamo à Resistência na súplica a fim de que esse deus se convença e se infernize mais com o meu pensamento nela... Mas mais do ínferno satiriza-se o erro de não lhe falar... Mas não... A Resistência é a sabotagem da razão; um deus dela mesma que desta cruz na abertura dos seus braços a me saudar, eu fujo.
Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
Tenho de continuar a resposta para os lados... Não é o mesmo lugar quando outra se adora sobre o…