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Assim porque és tu...

"Minha imaginação: livros". Por Isadora, minha aluna.

E o que escolhes, filha? O abraço do mundo, eu sei. Tão pequenino corpo descobridor dos mares musicais e táteis de juventude, esta juventude que ouves ao descolar as páginas de qualquer novidade lida... Ah, filha, a hora que tu queres! Linda contigo é a diferença! É o som, é a pedra, é a descrição culpada de bondosa apresentação envolta aos teus recentes curvados anseios de moçoila...
Novo olor como o garoto a que te apegas, filha! Ainda usarás muitos que te variarão na tua própria obra; mas a graça de não ser sincera nas confusões tu comemoras na passagem vária de geração. Viagem esta com portas de personagens encontrados em tua sala de visitas (ou em teu divã)... Com gosto pretendes abri-las. Quão lisonjeira a tua oportunidade!
De menina-tu é feita a persuasão querida por todos. Pensavas em entrar e apelando com alegoria vinha o título da curiosidade. A capacidade da hora tem a chance da inteira exploração de tua e criada imagem. Gostas e tudo se difere... Invade o acalento dos pivôs a te confundirem... – Habilite o mundo! – Ordeno-te, filha.

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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
Tem uma chuva vinda de vez em quando para lhe escorrer temporais fios de cabelo. Um e outro pássaro que ali pousa enfeitando com asas a suposição pesada de voar. Pessoa que ali se escora, pisa, senta e evapora a própria condição concreta de ser humano.
A vegetação morre, a pedra ali espera. É iludida. Não tem consciência da morte. Tem como companhia o dia, a noite e todo sentimento que se despede. A pedra ali espera. Uma lufa lhe acaricia nunca a deixando só.
A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
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Prefiro uísque, ela vinho: a verve metafórica das idades

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- Não, não posso esquecer, já que a cada cinco minutos tu me lembras que és...
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- Vinte e seis?! Cara, eu pensei que era mais! Sério. Quando dizes: Ah, podias ter brincado com meus filhos... Ou, então, que minha idade se vive de sonhos e a tua de lembranças... Ou, “à tua idade não há nada impossível, a minha segue à espera d’um milagre, Larissa”. Sempre, sempre o mesmo! Sério, eu ju-ra-va que tu tinhas séculos a mais que eu!
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Entre amigas: a passividade do possível

Saímos e vagamos de Biquíni Cavadão: porque só isso nos restava após doze períodos de aula - uma preguiça à domingo, porque só isso nos restava enquanto a cidade morria mais um pouco. Fomos de chuva, à poça, à calçada quebrada, como Elis e Tom, ao fim do caminho. Um bar vagabundo e qualquer que vendesse um litro de Polar a seis reais. A luz da cidade apagou, e o bar, diferente dos sertanejos, desculpou-se e começou a gargalhar. Localizávamos no fim esconderijo do local, cobertas por aforismos filosóficos-literários, com Platão e Aristóteles somados a duas Polar sobre a mesa. O assunto do impossível ocorre:
L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
L: Cara, ele disse isso ant…