sexta-feira, 25 de julho de 2014

Delgado

Tecido preto encobre o fraco vermelho. Aos olhos alheios parece-lhes que choveu ou que se destrói a pele no altivo suor. Tecido preto não escolhe estampa... É belo e forte no cândido escondido... Figura interna pinçada a moldes criativos ou nostálgicos do que se consome...
A selvageria ouriça a pele sob o tecido preto. A mãe a acalma tentando passar por isso, mas a armadura têxtil suporta melhor. Cortou-se entre os segundos da sombra, entre os vãos cosidos e puxados. Fraco fio a vida conserva... Só de amores fica e espia os seus novos amores... Por todo o tempo, a imortalidade continua sendo uma criança.
Não anda, galopeia entre os sexos. Serve a comida com intuito de querer... Desliza o exagero de todas as doenças... Ninguém percebeu o liga-ponto desses cortes. Remendos compreendidos no deleite que a ampara. Sortilégios arrebatados da culpa sem suspeitos... Despedida içada na vela de um náufrago suspiro... A covardia é jovem.
O pranto alcança a boca... Quando desperta o tempo já foi; e se fosse apenas saudade... Mas continuam a lhe contar... A cada corte frisa a calma passageira da vida. Tecido das mesmas intimidades.