sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O suave cumprimento

Seja o botão a fronteira entre a espera e o desfrute. Nas vestes, ele atenta ao par errado através do paradoxo seduzido... O especial, aqui em meu corpo, define-se como a transformação alheia sobre o que nasceu. A flor, então, desce antes do próprio caminho de si desfeita na pele necessária.

Especial: uns nascem e se conformam, outros são transformados... (Foto: Larissa Pujol)

A loucura é a paixão da inteligência. Nela cabe um tudo nunca raso, nela se recolhe o olhar desacomodado de quem a permitir; e, à submissão da galhofa, ameaça os que a atiram no destino de terceiros.
Um frio aquecido pelo horizonte converte o longo retiro de delicadezas em móvel possível de tempos em tempos nos quartos com novidades. Emerge da melancolia. Então conversa reduzida ao tempo mais-que-perfeito à espera do mesmo indicativo no seu agora. Vem de si o anseio de expulsar o mundo, sem compromisso com a resistência.
A intimidade das nossas palavras s ’esconde no lugar menos pensado. Alcunhou-se “lá fora” a verdade que deles ficou, e assim morria o desejo d’estar na habitada segurança cuja impotência retrai um coração claudicante através d’angústia. - Liberdade não é para descansar! - Brada ela sobre si mesma, consciente do seu eufemismo desvelado.