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Passado em matriz

Sobre nós há um conto de números e respostas ao jeito indelével e corpóreo. Cenas curtas, de arrasto à cadeira pungente numa amarra abaixo da mesa entre as pernas – estas tímidas mães que não correm, tampouco se exaurem abrindo-nos.
Pares de personagens vividos em diferentes décadas, cada uma com sua indolência – me dizes tu que chegaste com toda a inocência, não sabendo de minha história. Alinhaste o diálogo pelo percurso do vestido de noiva, nascida pelas mãos experientes de almejo, e finalmente escorrida junto ao chão carregado de fardos que aprendemos.
Do meu vestido branco parte a tua materialização do amor puro, sagrado e sacrílego. Em mim para a tua visão quero que seja um objeto exilado de sua função e contextos visuais... Apenas visa um pedaço têxtil, poeticamente elaborado, ora para a representação apartada da ser que a ti se despe das nossas realidades, ora para explicitar, sem donativos educados, o desejo efêmero, mas eternamente retornável, ora para deter nos vãos que permitem sua curta descida rodada a esperança de tua carência que não se restringe a este discurso. Âmago de corpo.

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Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
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A vegetação morre, a pedra ali espera. É iludida. Não tem consciência da morte. Tem como companhia o dia, a noite e todo sentimento que se despede. A pedra ali espera. Uma lufa lhe acaricia nunca a deixando só.
A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
Bem sabe ela do tempo. Não mais respira, mas aguarda e inspira. Morte dos outros apenas... Os minerais de Augusto dos Anjos já a permanecem sem que ela nasça. Os…