sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Pièces montées

Se é para cobrir... que seja de paixão! (Larissa sob o olhar de R.)

Joga num pano de montar peças teatrais as palavras de Brecht! Um duplo sentido de lençóis é o arranjo de um casamento entre o compromisso aventureiro da sociedade efêmera.  – São os teus admiradores! – afirmas tu na presença turbinada de emoções suscitadas pela união de dois seres.
Toda uma gramática de coração para celebrar o amor e o casal que procura, sob a cabana feita de cobertas, vivenciar as etapas mais emocionantes das bodas platônicas ou a decidida união, mesmo que situacional.
O discurso perpassa o desejo. O imaginário perpassa as declarações, o amor perpassa o cansaço, a dúvida perpassa nós mesmos... E as vontades de Ibsen giram nas plásticas magias das bonecas. Por ti, Albee indaga se tenho medo de Virginia Woolf, e etc... tentando capturar os apaixonados.
Figurinos de minutos e alianças investidos para nos escolhermos um no outro às custas das perdidas noites de descanso. Como Brassens cantou “Ma mie, de grâce, ne mettons pas sous la gorge à Cupidon”, nós deixamos o interno à disposição dos nomes... Entrelaçamos as mãos alçadas ao significado do pássaro que se entrega de peito à quente suspirada no espaço dos sons. Olhos fechados revelam segredos à folha-paz de nós dois...
Cartas de amor postas à sombra do senhor pensamento, nos lábios que empalideceu a própria tinta.

"[...] Nos noms au bas d'un parchemin"