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Para as sobras dos pés

O resto solitário dos dias voa além dos montes, tão longes não sonhados pelos futuros e acompanhados tempos, a criar dispersas rotas ao expresso. A solidão é o seu melhor ser. Ela entristece se se acolhe com o pensamento no outro, fechando os olhos recusados a acreditar na glória da fuga que espera o solitário.
Compreensível aprendizagem na eficiência do mergulho a grande velocidade que lhe dá o cerne amado à eloquência da visão. Saboroso e vivo a alguns metros da superfície isolada do próprio mar de conversas, cuja precisão da saciedade dispensa os palavreados que, como pães amanhecidos, tentam definir a solução. Mesmo assim, o resto solitário do dia nina um corpo esfumaçado que aprende a dormir no ar, estabelecendo o percurso noturno pela lufa do largo e cobrindo mais de cento e incontáveis amores por segundo, desde o ocaso até a aurora do controle interior...
Nevoeiros costumam por brecha do aberto a nos oferecer a cara d’outro para análise. Até que o impulso guie asas ao clarão estonteante acima das cinzas pairadas, a terra é uma amostra dos conjuntos acompanhados pela lama abjeta a esculpir pessoas oriundas de seus sentidos. Recolhe-se a alcova nos altos ventos do continente... Ao bando, os insetos! Solidão não cobra o preço do medo e da cólera que racionalizam o motivo a ser humano. E o outro na vasta lida perturbando o pensamento e encurtando a vida com definições. Só, dia longo e feliz. 
Longo é beijo do amador, bandida...

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