sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Cerco bestial

Jogaram-no contra a música incidente. Partiu de seu rosto a pesarosa concordância de filho sem que o houvesse acompanhado. Planeja, pois, o erro conformado da sutileza que antes rira; e, sem um hirto costume bajulado e incapaz desse maior que se abandona...
De livros e fins carrega-se a verdade de que as leis se interpõem à justiça muitas vezes. Estão aí, não para facilitar que se faça o bem, senão para preservar os conceitos parvos que nos mantêm escravos da nossa própria estupidez.
Beethoven encaminhou para a morte lunar seu ensejo de trato – no lado direito do vício. Viçosa madrugada em que alguns pássaros vigiam o próximo minuto de despreparo. A velha culminante mortífera agora cose o agasalho nosso. Suaves dedos oprimem veias na calma d’uma paixão. Pressionam o sangue, ponto a ponto, a escapar do segundo outro... Agarra e escreve o destino de carótida rompida; passeia nas brechas das pontes. Vai-se jovem e inconformado indefinido do seu próprio bem. Tempo em seu leito de primavera...