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Farelos prudentes

Há um pássaro alcançando a convivência da gente nos riscos d’um caminho qualquer. Olhou a silenciosa pujança da sobrevivência sobrevoando os postais calmos que se assiste desejando.
A gente não aprende que possui asas, mas as apreende. Como a liturgia do dia que tudo certo aparenta, faz do medo o seu propedeuta; e nas suas poucas veias a teia se encerra no jugo do cerne corrompido e vazado nos vetos.
Contornos pingados, pastosos pastoreios de vaga recordação, seus contatos alados bradam a perda. Indagam na verve posterior qual olho será perdido pela vida que busca a si mesma. Nas mãos da perspicácia a fraqueza é alimento a outrem... Aos pés do cretino a bondade não é segredo sorrido.
Visou a gente a aurora daquele pássaro. Sob o lençol argento vai cortando este frio carnal que despede o véu. Parada semelhança da presença justificada de ira e paciência – tão loquaz – cuja criação se tem morta. De nada as dores cometem o nascimento. É permitido, é quebrado.

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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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