Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2014

Ah, mas é tanto você...

Que as histórias criadas acomodar-se-iam na pureza insistente de nossos olhos arenosos. Nestes enterramos um ao outro com toda voracidade do deleito amanhecido, e seriamos acalentados livremente pelo vento que ora direciona o esquecimento para um rumo contra a cidade.
Rocha, cama na qual foram recostados, entre os esguichos do mar e do esperma, os ímpetos prendidos dos corpos murmurantes – como se o próprio substantivo amor ditasse sua lei de segredo-, intitula no seu eu gris a chamada feroz do olho lunar. Do alto, a escuridão voyeur observa a imagem amante que se confessa ao desespero intransponível, e deste se compadecerá a aurora na demorada despedida.
Penso comigo, Você, ao nosso lado siri – rápido – que tenta o alimento circundando a areia e se assegura num refúgio profundo e não flagrante. Sem mais, incumbe ao oceano julgar os rastros saudosos que possui com gana natural. Ponto a ponto, para qualquer terra prometida em seu fundo, partiram nossos filhos em líquidos.

Ao outro livre...

Não... Não penso em não te amar. O que está em comum no imaginário amigo? A precisão do sorriso, meu caro? O preço não é qualquer, tampouco inoportuno, embora a desarticulação das palavras se esgote em nossos rostos complacentes de paz.
Há esperança na transmissão da alegria, uma delas, então, entre as diversas discussões devidas. É-me vigente o mínimo cotidiano que nos assemelhe. Liberto a desolação d’algema com a qual se solucionava a união... Fruímos, logo, da prosperidade dos pormenores – que de tão íntimos, já deram luz à inventividade prazerosa nos discretos recantos de noss’alma.
A minha legitimidade se enraizou na terra fecunda e solitária das escolhas. Algumas milagrosas, deliciosas e simples, cuja cara é apenas de hoje. É de se sentir, portanto, acompanhado por toda a espécie; um gigantismo compulsivo de todos os lugares e de suas intenções asfixiantes... Interminável sombra de nossas conversas, meu caro, na distinta saída enquanto profusão dos corpos.
Deslizar em tua casa, in…

Formato transitivo

Em tecidos se multiplicam os outros em si, na modelagem prometida e ideal. Solidão, sincera companheira, brinda as enroscadas carências de tantos clímax e argumentos pressupostos sem vergonha alguma. É dizer, flagrar-se habitando seu imo sem desgosto e inspirando a certeza permanente, mas material dos genes e dos apertos das mãos...
Que depressa valerá a pena, porém, o alento pulsante, quiçá histérico, de todos os símbolos que nos encobrem com suas taxas e ícones místicos ao cruzar a estrada. A estranheza pudica traça seres agressivos na potência de existir, posto que faça bem à postura vertical e à difusa ordem e insegurança. Debaixo da pele está o adereço contornado do nascimento, cuja tradução surreal se faz solidária e combatente da ordem isolada e dosada.
O conforto se imiscui na procedência das criaturas deleitáveis. À espreita de minguados feixes sorridentes, se convém os fins ávidos da própria atenção... O som não se emite durante o pretenso instante de busca, pois dirigiu-se a…