sexta-feira, 28 de março de 2014

E este vão...

Num suspiro brando quis-se o ocaso, quis-se com ele a alvura d’alma pressagia naquela porta cantada. As ditas semelhanças não mais se incluíram em olhares claros à rima dos corpos. Decompõem-se algumas verborragias declaradas cuja antiguidade fora a matéria buscada... Fósseis de fomos, um ataúde completo de gargantas pulsadas enquanto lá, um dia, se correra. Ao Deus plácido que nos inspirou de peito, chega-se à casa amorosa, porém distinta e alheia. Desabitada e infinda. Golpeada em nós e em nós atendida.
Que loucura receberia? A partida? O indício malévolo soado na campainha desta arquitetura condenada, flagrada frente à catedral séria e de vigilante altitude... O grau d’Aurora desalinha a marcada hora; não obstante, poderá garantir o terreno há pouco escondido na liberdade.
Tem-se faminto qualquer animal de espelho carnoso! A crendice que se joga suicida em sua criada armadilha logo é amparada na sua própria solidez (acompanhada de diversos rastros). Cobrira, pois, os riscos já idos de frescas e de imponência zelosa para o mesmo retorno...

sexta-feira, 21 de março de 2014

Grânulos

Espera-se a condição rabiscada do seu final. A recordação se desgasta na proteção maior e covarde, digna de sua derivada avaria: desnecessários braços ao imenso plano.
Queríamos ver a roda personagem num meio extremo de rendição. Entusiasmo só entre a tolice da casa branda; e mirando a rosa perpetuada, a hora ninfa acolhe-o na sua maternidade original... Cada paz com sua sinestesia. Amálgama de sentido solitário e incômodo aos sóis enumerados na pedra...
Ouvidos para o clamor do anfitrião e abraço para a ansiedade dos amigos... Ao giro completo, meninos jogam nostalgia sobre as peças faltantes. Não esqueceríamos, portanto, a vicissitude comprazida em nosso próprio desgaste, mas de renomado assunto a nos aspirar juventude.
Leríamos segredos nos sons mensageiros. Ar de tudo, o canto escondido ou rimado, masoquismo d’um rouxinol qualquer a procurar o caminho conforme o audível frio... Eis o corado infinito a nos içar em suas árvores carregadas de socorro...

sexta-feira, 14 de março de 2014

Berço d'outono

Levante suas armas como se levantasse suas lentes escuras. Admire a catarse defesa dos amigos reduzidos. Pretendia a constelação respirada o desencontro já passado na áurea despedida... Não, ao menos afirma a paisagem que nos permite macular um mundo.
Criados em berço d’outono, nossa mãe possui o grito da sorte. Sem desvio, a luz é apenas dos olhos – uma cara tão linda – descobrindo a estúpida derrocada das costas... Outra condição vaidosa do astro e a mendicante afeição se presenteiam sendo o bom entretenimento pior.
Uma bênção arejada de lâminas, ares do meu tabaco reiterando a face que possui e que me deixa socorrer. Adulterada está a luz calculista e cúmplice da pretensão... São dos ares o tempo e a expressão: foi-se um deles regressando ao ponto d’agulha que furou a estação.
Encabeçou o plano formulando o álgido mel entre os colibris... O segredo se fez solo quando prendia a lucidez. Luzida nuvem aguada no bom destilar do rosto; uma intenção desperdiçou a flor viva no canto, mas sonoro, da camuflagem. Coincidência, nossa face. Mães possuem o grito da sorte...

sexta-feira, 7 de março de 2014

Pelo ar de cinza

As demoradas e tensas formas expiram personagens que antes se queimaram no labirinto. Papeis descartados com seus desenhos entre minhas mãos – para que sim eu os tivesse – solucionaram seus rostos complacentes de justo volante. São traçáveis seus pontos jogados fora da cinza, agora dispersa.
O beijo então alumia um foco rápido. Extensamente anoiteceu o defeito que usurpava sua volta, e tudo se fazendo santo crescia naturalmente em qualquer invento. Longínqua tangência do amigo à velha memória encontrada na nuvem encorpada de juramentos. Como as armas carregadas de nova era, a fumaça tornou-se autoconfiante, mas entediada...
Cumprimentam-se o sadismo e o contagioso na sociedade lúcida do melhor. É menos perigoso, porém, as torres soberbas de concreta imaginação, quando esta sorri negando... Quão célere e só se aturde o encontro fiel. Surtou-me sua falta entre a morte dos frutos. As pernas que matam a importância estão fracas enquanto a caixa presenteia.
Vista a atração, somos queixa ao passar dos conselhos! Sempre flores cujo hálito viola qualquer armadilha para o colibri... Um pouco de manhã, olhar vazio! Empresta-se o mundo a fim de que o infinito sozinho nos acolha.