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Mostrando postagens de Junho, 2014

Poesia seca

Investigam, pois, os contornos seus sobre o nome tranqüilo. Tal como a medicina amarga que ainda não percebeu onde curar, a persistência convém em suas mãos carregadas de células e pouca morte. Seja o norte este perdão próprio d’uma carne olvidada.
Joga pelo complacente fogo dos céus aquele pássaro louco por canto! Frente a cara do amigo é cerco humano assassinado abaixo do que se imaginara. É túnel abissal, terra de gente construída a sangue do pó circundante a gametas competidos em si. Farelos de pele a cor gris do pelo denunciante da despedida. Filhos nada mais dizem até o cumprimento da data na lápide; e a pedra lapidada, antes móvel, lembra-se viva nos pesados tons abafados d’um piano...
Vestir as luvas para acolher as lágrimas aturdidas, mas cálidas como a pena de criança. Foram excetuadas as culpas balanceadas no disfarce colorido e transparente... Algo acima de ser tolhido nas procelas da matéria atingida. Leve vitupério ante o esplêndido capítulo... Fundamento expoente num …

A ficção da perda

Ao meu lado ela desabava sobre sua face a derrocada d’um conceito. A ilusão sobre a imortalidade tornou sua própria metáfora. Mediada na recente juventude, tivera motivo para que rompesse em prantos todo o brilho corrente de suas respirações.
O dia passa para que sua poesia fique nos lampejos jovens e notívagos do sofrimento. Doença esta que a menina recém-jovem trouxera ao seu colo após a plástica brincadeira sob os véus escusos do que seria. Nada a ela lhe argumenta, mas a justapõe na matemática entre um infinito e outro durante os números. Com a dor para ser sentida, ela criou seu próprio aviso naqueles personagens finais... Não mais, observara a continuação durante o meio de tudo que morre.
Entre a vontade e a experiência lateja a culpa do fim. Tragam-se no corpo as direções perpetuadas nas mãos e em nosso abraço. – É verdade? – Perguntou-me a recém-jovem no meio do meu instinto materno. – Pelo menos não foi a “experiência própria” que te descobrira a pena. – Ninei-a emitindo um ch…

Solaris

O peito exclama o pensamento. Um subterfúgio estreito a ser corpo móvel nos resíduos estáveis a colher... Não são gotas d'orvalho as paisagens funestas, tampouco um riso apatetado à deriva de qualquer mendigo.
Beatifica o senso no que é defeso à moléstia. Firmou a esquelética casa jovem sobre a traspassada imagem futura, golpeou-a; e seu ataque bufo lhe é parental, sem entrelace chicaneiro... Uma rabularia profetizada nos autos conhecidos do ideal. Prévio acaso nos diálogos imersos d'um homem, a cidade se encarna na sua semelhança rítmica, desde que laboroso... Acolá das flores, o drama conta os passos do duelo lido entre as absolutas modelagens honestas. Apesar de misérias, muito se alastra a loa incrível da tristeza anosa e inspirada que avistou a estrela através da própria hora... Impiedosa comoção a represar a interpretada inocência. Em bichos nossos, couro cresce e eles marcam. Deslocam, à ferro, elementos e exploram futuristas em nosso foro íntimo. Tanto imerso e sugesti…

Meia-nota ao solo

Tornou-se ao espondeu criado um rastro de vida durante si mesmo. Caminhou cifrando nas cordas o risco cantarolado d’um amante esquecido, e se apostou com cupidez entre seus escassos bramidos vaselinosos que assim legitimou a ínfima animosidade.
Ao jugo responsável pela coação revelou-se afoito e jactou-se pela extensão do próprio nome breve. Antegozou na expressão d’outro como se a idiossincrasia clamasse seu anjo sobre a teoria abissalmente explicada ao esquife premido...
Ícone orgástico na bizarria mordaz e resoluto transparente sob a pátina visão nostálgica da eutimia, seu descortino etéreo saberia irromper nestes vestígios incautos que, apercebidos, nos registram... As palavras ulteriores nos esguichos do sal ainda alvitram às inquietas deusas já esmaecidas sobre o séquito abnegado.
Enleva a cândida lira ensandecida por gestos imputáveis. Um exame cabal pelas esferas sedimentares d’um delíquio; não inerente ao proposto capitular, senão cingido a protuberância nevrálgica. Cometera ar…