sexta-feira, 25 de julho de 2014

Delgado

Tecido preto encobre o fraco vermelho. Aos olhos alheios parece-lhes que choveu ou que se destrói a pele no altivo suor. Tecido preto não escolhe estampa... É belo e forte no cândido escondido... Figura interna pinçada a moldes criativos ou nostálgicos do que se consome...
A selvageria ouriça a pele sob o tecido preto. A mãe a acalma tentando passar por isso, mas a armadura têxtil suporta melhor. Cortou-se entre os segundos da sombra, entre os vãos cosidos e puxados. Fraco fio a vida conserva... Só de amores fica e espia os seus novos amores... Por todo o tempo, a imortalidade continua sendo uma criança.
Não anda, galopeia entre os sexos. Serve a comida com intuito de querer... Desliza o exagero de todas as doenças... Ninguém percebeu o liga-ponto desses cortes. Remendos compreendidos no deleite que a ampara. Sortilégios arrebatados da culpa sem suspeitos... Despedida içada na vela de um náufrago suspiro... A covardia é jovem.
O pranto alcança a boca... Quando desperta o tempo já foi; e se fosse apenas saudade... Mas continuam a lhe contar... A cada corte frisa a calma passageira da vida. Tecido das mesmas intimidades.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Assim porque és tu...

"Minha imaginação: livros". Por Isadora, minha aluna.

E o que escolhes, filha? O abraço do mundo, eu sei. Tão pequenino corpo descobridor dos mares musicais e táteis de juventude, esta juventude que ouves ao descolar as páginas de qualquer novidade lida... Ah, filha, a hora que tu queres! Linda contigo é a diferença! É o som, é a pedra, é a descrição culpada de bondosa apresentação envolta aos teus recentes curvados anseios de moçoila...
Novo olor como o garoto a que te apegas, filha! Ainda usarás muitos que te variarão na tua própria obra; mas a graça de não ser sincera nas confusões tu comemoras na passagem vária de geração. Viagem esta com portas de personagens encontrados em tua sala de visitas (ou em teu divã)... Com gosto pretendes abri-las. Quão lisonjeira a tua oportunidade!
De menina-tu é feita a persuasão querida por todos. Pensavas em entrar e apelando com alegoria vinha o título da curiosidade. A capacidade da hora tem a chance da inteira exploração de tua e criada imagem. Gostas e tudo se difere... Invade o acalento dos pivôs a te confundirem... – Habilite o mundo! – Ordeno-te, filha.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Caprichos frios

O espírito sonha homem na inocência que é paz. A arte angustiante, tratada com semelhante argúcia por nossa unidade imediata, conceitua o alto diferente entre o repouso e si.
Simpatia usual é descanso. Efeito paradoxo do descaso cedido, mas determinado na inexpressiva realidade confluída antes e após a possibilidade... Confirma inteiramente a palavra ainda não posta na candura. Doce culpável cuja harmonia trata esta felicidade!
O crédito elogia a criança. É mérito desejado nas entrelinhas das pernas o sopro identidade sobre a natureza e o livre encontro. Neste somente o véu é capaz de levantar a suspeita. Não seria suportável se não sentíssemos o choque metálico ao enfrentar com ímpeto vital a coerência da normalidade...
Número infinito compreendido a todos! Por toda a parte, todos se identificarão com alguma parte... Há a exceção de uns poucos que tenham visto os poucos infindos... Ainda começam a busca do aventuroso enigma do monstro-conceito de sua própria obra.

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Espectro marginal

É de cores a saliva entre as lacunas da arte subsolo! Sou fascículo entre dois envoltos de labirinto perdido ao encontro oculto em excesso. Cria à crença experiente de chavões a felicitação por estar saudoso... Um espaço crático ora ao papel da imagem corrente à parada do olhar santo. Móvel custo da idade cujos pelos aquecem-nos ao feitio animal da nudez; nela trituradas as descosidas têxteis narradas, antes rascunhadas, na vigília das rendas...
Contadas ao escuro calado dos gracejos, as águas-estórias recolhem em seu infindo baixo as serpentes de pernas ideais do artista edênico. Os fantasmas rumorejam frente às rosas cheirando à frescura úmida das vestes íntimas... Jaze a una cor, no princípio.
Vermes que partilham sítios propedêuticos versados em velhos silogismos. A partida de andada e particípio: agoniza o molde trimorfo alienado no sobejo nada hipócrita do rato. Ao caso, gotejam das visões os espelhos... Enfezou-se a distorcida tarefa de retornar ao contorno aquém do entendido liberto mais que o amor.