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Mostrando postagens de Outubro, 2014

Cerco bestial

Jogaram-no contra a música incidente. Partiu de seu rosto a pesarosa concordância de filho sem que o houvesse acompanhado. Planeja, pois, o erro conformado da sutileza que antes rira; e, sem um hirto costume bajulado e incapaz desse maior que se abandona...
De livros e fins carrega-se a verdade de que as leis se interpõem à justiça muitas vezes. Estão aí, não para facilitar que se faça o bem, senão para preservar os conceitos parvos que nos mantêm escravos da nossa própria estupidez.
Beethoven encaminhou para a morte lunar seu ensejo de trato – no lado direito do vício. Viçosa madrugada em que alguns pássaros vigiam o próximo minuto de despreparo. A velha culminante mortífera agora cose o agasalho nosso. Suaves dedos oprimem veias na calma d’uma paixão. Pressionam o sangue, ponto a ponto, a escapar do segundo outro... Agarra e escreve o destino de carótida rompida; passeia nas brechas das pontes. Vai-se jovem e inconformado indefinido do seu próprio bem. Tempo em seu leito de primave…

Rhode Perfume

Pronuncia-se rodja - rosa -, palavra no mapa confuso daquele vermelho escuro dos seus sapatos... As torneadas mornas dos passos, denunciando o labor das quarenta horas semanais, dizem suas pernas ainda de uma presença que demora na desordem da minha cama. – Admirou-a aprendendo...
É no seu abraço que o olor presencia o deleite imitando o esquecimento do mundo e a associando a uma imagem de nudez à espera... Rosa percebida desde o instante da última vez do que seria a próxima! O hoje sem data se cria na casa sem relógios. Um hoje ontem ou iludido amanhecido, mas amigo da ordem. Ambas se apalpam com mãos ansiosas, acariciando a mornidão de suas cinturas.
- Fico a noite toda. – Disse a recente aprendiz d’outro feminino ao ouvido dela para que, enfim, a sala fosse fechada e o meio daquele entardecer se esvaísse logo com as vestes cansadas de giz...  - Não faremos vida. – Continuou a recente aprendiz, ainda na casa-lira dos vinte anos...
- Mas a continuaremos, minha garota, como ela deve s…

Um decote entre a fosca cabeleira

Foi após o solo Waltz In A Minor, de Chopin, que a porta bateu quebrando a pueril compreensão da última conversa. Num sobressalto, as ondas da fina cortina branca – branda e transparente – desdobraram-se como as páginas do seu próprio livro. A voz lhe foi varrida, mas nada a associava à ideia de surdez... Acústica sensação perspicaz daquele alvoroço soado entre as feridas ditas.
A sorte é boa para o que eu sei; e o perfil oculto em cima dos ferros escuros e debaixo das últimas fumaças, naquele corredor, cuja claraboia se visava artista, seria uma geometria a mais entre os círculos e rombos de uma destruição abstrata... A única ternura vinha de baixo, dos ferros que a levantavam...
Clássica música sob o telhado das calhas. Calhas prateadas solenemente pelas teias de aranhas tecidas entre as pardas madeiras carcomidas... A dor é compatível com os dias em que o indivíduo esconde suas doenças para não ser abandonado pelos seus demônios. A coragem o possui com frequência nu…

Para as sobras dos pés

O resto solitário dos dias voa além dos montes, tão longes não sonhados pelos futuros e acompanhados tempos, a criar dispersas rotas ao expresso. A solidão é o seu melhor ser. Ela entristece se se acolhe com o pensamento no outro, fechando os olhos recusados a acreditar na glória da fuga que espera o solitário.
Compreensível aprendizagem na eficiência do mergulho a grande velocidade que lhe dá o cerne amado à eloquência da visão. Saboroso e vivo a alguns metros da superfície isolada do próprio mar de conversas, cuja precisão da saciedade dispensa os palavreados que, como pães amanhecidos, tentam definir a solução. Mesmo assim, o resto solitário do dia nina um corpo esfumaçado que aprende a dormir no ar, estabelecendo o percurso noturno pela lufa do largo e cobrindo mais de cento e incontáveis amores por segundo, desde o ocaso até a aurora do controle interior...
Nevoeiros costumam por brecha do aberto a nos oferecer a cara d’outro para análise. Até que o impulso guie asas ao clarão e…

Rhode: Raise bet!

Aninhada sobre o ventre de Rhode, esparramando os lábios... […]
Rest your weary head and let your heart decide
It's so easy, when you know the rules
It's so easy, all you have to do is fall in love
Play the game!
Everybody play the game of love
[…]
This is your life
Don't play hard to get
It's a free world

Em nosso jogo, infanta intenção seduzida que aprendeu com Musset a séria face dos dados, as palavras são palpite de risadas mordiscadas com tragédia.
Tudo se regra à predestinada oportunidade enquanto a estratégia já descobriu. Angústia. Chegar à perfeição em pele, mas o atual alcance da mesma se dá em boa companhia... Parte a comédia verborrágica na qual abusamos da sedução e dos maus-tratos. A vida louca questiona o arrependimento – este transgressor – sobre um déficit de atenção. Se cada instante contigo para mim se torna uma abstração da eternidade, Rhode, não tenho do que me arrepender! Crivo o pasmo sonho em tua face tabelada de vencedores...
Que peça tua brinca com mi…