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Crônica epistolar: Minha.

Para quem chora identificando a si a "Valsa dos Aflitos". Perdendo-me, pois, a qualquer custo de passo. Ainda tua. (Foto: Larissa Pujol)

Minha, eu te amo!

Quando ressoa a batida pelos corredores do segredo, recolhemo-nos nos aposentos da aparência; e que esta ampare com sua tragédia os insultos da provocada indiferença. Nossa vaidade se comove. Subitamente, há desordem na angústia de nossos planos. Percorrendo quente pela via escorrida da Temperança, a emoção, de um alto a baixo, permite a deixa conturbada sufocante da voz...
Bem que criamos a liberdade, vivendo de nossas riquezas ofertadas pela abóbada distante. Antes bem nos funcionamos envolvidas pela agitação avolumada. Nossos encontros por trechos e nos assumindo dentro das espirais ensinadas. Ensino que a tudo destrói nas verticais dos valores, do amor, da vida, da resistência. Vínhamos resistindo, porém, à pressão incauta do que escolhemos para viver fora deste local... Em meio à disciplina que exigimos tudo é silêncio. Suportamos tudo em silêncio. Tudo esquecendo, ao mesmo tempo, tudo lembrando o que nos espera, quem nos confia: o renunciado.
A defesa nos queda desamparada, minha ser. Nada mais nos oferecemos a não ser o anseio pelo dia seguinte. Sangue este, escravo de nós que responde à realidade com perdão, à procura deles com recusa. Havemos lutado nas escusas do nosso ânimo. Nada nos abateu, tampouco nos receou. A serena intenção do primeiro passo, minha amor, nos retirou da simples perspicácia. Deixamos o hábito para nos permitir a solução. É o que codificamos. Divinas, nós. 

A te viver,
Tua menina.

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