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Quando as asas abalam

... E foi no conselho das escolhas que minha liberdade tomou reticências... (Foto: Larissa Pujol)
Desce sobre a terra o corpo do sortilégio. Amigos aguardam a sua chegada. O corpo finalmente nos retira do bordo e por caminhos nos conduz pela cidade.
Na praça, incalculáveis monumentos que respiram espreitam a passagem do corpo do dia para prestar a homenagem simbólica do aproveitamento. Essa grande massa popular se estende por todo o trajeto de volta para casa – a protestar nos seios da mãe –, sorvendo fusão do ocorrido e suspeitando que vivera no roteiro...
Realmente impressiona tamanha prova e admiração pelo que se relembra. Tamanha estima provida por mais fama e canção. O corpo este é retirado do caminho e levado ao começo d’outro que a porta encerra.
Não ficará exposto até o outro dia. A visitação da carcaça, aberta ao público, supre muitos milhares de pessoas admiradas diante do corpo. Quiçá por ultima vez, a querida manifestação de perca interprete para sempre o repouso popular, levado pelas mesmas mãos que aplaudem.  

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