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Mostrando postagens de Fevereiro, 2015

O eufemismo nosso de cada dia

Constituímos as chances roladas dos dados. Números contínuos à sorte do encontro... Véspera de angústia na solidão que se avoluma... O singular, lançado fora, começa pelo barulho da dor em seu corpo: prestamos atenção na expectativa pontuada.
Peças de marfim se chocam para repelirem-se – eufemismo nosso – e logo repousam no mais confortável canto iludido que será rodado outra vez. Amenizemos o impacto ansioso entre uma das sortes. Minha e Tua são as soberbas para uma conclusão em que o desalento compete igualmente... Preciosas fases de toda natureza! E que dependência! Ajustes para desaprender a comunicação entre os egos – que eu te faço parte, e vice-versa!
Apostas de cabeças na carreira da evasão. Quem mais se afasta? A oferta fora dada com pungente ilusão, antiga de todos. Permitimos aqui a perda para fortuna extra de cada dia. Cadência que ainda impera no trabalho das formas, respondendo ao absurdo capaz. Estava, sim, o momento sadio perpetuando enquanto brinquedo. Mas surgiu efeit…

O começo com ela

Setembro de 2014

Ao fim da manhã, o som longo e cansado apontou o caminho da saída. Entre bizarros grunhidos e euforia dos alunos, a professora apertava em sua mão a chave com a qual trancara no box seus pertences didáticos.
A moça andava e parava de supetão, conforme os mimos de seus alunos... Mas também, por que preocupar-se, já que o turno vespertino a esperava, novamente, nas mesmas salas as quais serviu o conhecimento? Aos poucos a multidão foi se fragmentando e os galhos das árvores, então, tomavam a palavra. Não havia sequer uma viva alma docente a não ser a jovem professora. Pensou assim até que Rhode surgiu da biblioteca contornando passos de salto alto. Não se importou e seguiu escorada nos ferros que compunham o corrimão da escadaria. Lia e se instrumentava em John Dewey, enquanto sua preocupação romântica ansiava um trato de carinho e atenção daquele pintor de quadros que a fazia repetir a velha história com novo personagem.
Nada. Nenhuma mensagem. Sentiu-se escrava à cor…

Beethoven e os dentes dela

Na roda da conversa...

A palavra beijo ela desvia para mim. Levantou-se, então, a sua patética moral de bruxa, cuja verdade, na sua cara de sexo, digeriu os sapientes acordes da voz. Julgada em rosto, a dita boca daquele concerto minha língua abusaria. Abusaria amolecida de cada rigidez branca que a abrilhanta, de cada frigidez sua de matrimônio.
Existe lentidão de discreta rijeza ao salivá-los. Glissado final que nos dentes dela a deriva se torna prova de lividez... Encontrou claro o criativo suspiro ameaçando rasgar-se. A carência cativa os olhos no ondular do vestido meu... Um rondó à tarde da estrela, ainda que tão pícara, trata-a de senhora. Lei amante da força suavizando e beijando mulheres: onde permite o cheiro caber nas bocas!
Alegre resumo do sexo naquele jeito facilitado, oculto e feminino. Pinçados os lábios dela, assumo o ciúme naquela cor de liberdade do outro, da outra! As artérias vivas insistem na regência de cada partícula branca, herança animada da eroica; e a sonat…

Seu nome

Em solfejos, seu nome agrada duas sílabas. Escolho a última e rio sem pressa do cômodo segredo que desajeita a verticalidade. Soaria o seu nome da tágide mais inspirada, e respirada nela, a virtude do amor se encontraria em seu semblante de pele.
Aquele nome que abre vontade e continua o sorriso, vogal completa de sim, sem qualquer porquê ou hora. Sorriso que dela parte me fantasiando naqueles dentes que moem e amam – dentro daquela boca que beija e come – seu nome encerra a arcada comigo sob sua língua.
Melhor conquista está em seu nome, repito, de sorriso contínuo. É presente da ação: vê-la. Regozijo da pétala no seu segundo de eternidade... Improviso de razão na significância de amá-la! Movimento à borboleta num nascer e sorrir dos meus lábios citando-a. Usança esta cuja poeta reside nos cantos aproveitados d’um suntuoso efeito. Surtido meu leito, pois, em seu nome: Amada.
Denominada seja a feminina verdade com seu nome qualidade. Ao parecer da benção, o seu nome é a fórmula. Seja…