sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Seu nome

Música de chamá-la... (Foto: Larissa Pujol)
Em solfejos, seu nome agrada duas sílabas. Escolho a última e rio sem pressa do cômodo segredo que desajeita a verticalidade. Soaria o seu nome da tágide mais inspirada, e respirada nela, a virtude do amor se encontraria em seu semblante de pele.
Aquele nome que abre vontade e continua o sorriso, vogal completa de sim, sem qualquer porquê ou hora. Sorriso que dela parte me fantasiando naqueles dentes que moem e amam – dentro daquela boca que beija e come – seu nome encerra a arcada comigo sob sua língua.
Melhor conquista está em seu nome, repito, de sorriso contínuo. É presente da ação: vê-la. Regozijo da pétala no seu segundo de eternidade... Improviso de razão na significância de amá-la! Movimento à borboleta num nascer e sorrir dos meus lábios citando-a. Usança esta cuja poeta reside nos cantos aproveitados d’um suntuoso efeito. Surtido meu leito, pois, em seu nome: Amada.
Denominada seja a feminina verdade com seu nome qualidade. Ao parecer da benção, o seu nome é a fórmula. Seja o sopro da calma quando sussurrado, o clamor dela quando aspirado, meu corpo se ilha na sua telepatia ruidosa... Seu nome - uma sorte de mulher! - deixa cair o véu divino lá fora, enquanto em mim penetra fundo e para... onde o tempo também para.