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Ela votiva: vaga, deliciosa, estranha

Que extasiada manhã, colorida do nosso ser único a sorrir o eufemismo dos minutos. Estes se esvaiam entre uma clarividência e um retrospecto que insistíamos haver coincidências de nós... duas.
Aproximar-me de ti, querida, é alar o perfume das emoções. Extrato exalado das mulheres compostas de sangue da flor – que palpita nos vãos límpidos e satisfeitos do sentimento, buscando a alienada expansão do próprio corpo, mais para uma e outra libertar! Espiritual desprendimento do tempo e deste local que nos embriaga com o dever cumprido, somos duas plantas amigas de amor interpretado nas sensações secretas.
Ah, querida liquefeita! Teria eu em ti o meu cálice no leito! Meu desespero de vida, que calada por ti, vagueia só em teu tenro ninho de humana, ama teus assuntos e desabafos pessoais, e sem querer percebe que se ausentara no desejo desta que te confessa, deixando parte da atenção em algumas páginas atrás. É a vontade cínica de cobrir as estrelas de tua ampla boca com a minha. Nunca mais sorririas a outrem! A mim, terias tão somente espasmos de sobrevivida entrada e saída de ar, sorrindo as estrelas, e voltarias para a introspecção aprazível deste meu sonho que muito te quer e todo o dia te pede em matrimônio – matri, mater, mulheres!... No entanto, o silêncio mediador conclui que tua felicidade possui a essência venenosa dos costumes, embora em mim habite a aurora do amor que me figuras nessa tua face linda! Linda face! Jardim onde as flores nascem lascivas pelas mulheres. Continuamos assim... Nua tu, minha essência terrena.   

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