sexta-feira, 20 de março de 2015

Feminino plural

Ao encontrar mais um entardecer na sua presença, a minha música dela: "e quando escuto o som alegre do teu riso que me dá tanta alegria, me deixas louca"

Como o rolar reto dos pedregulhos, tudo se acomodará no solo qualquer. Imo onde se pisa retraindo calafrios de raiz a dimensionar capítulos férteis sob a sombra carregada. O alimento deixou a planta para idolatrar a morte... Alguns pássaros se tornaram simples cores acompanhadas de distância; e nesta singular paciência, a solidão colhe os livros e discos da abandonada casa no campo. A Dona Elis cuidara alegre dela...
Desafio protegido em seus braços, local de cela! Anéis de brandura no olor do seu sol vêm ao encontro do mundo. Risco a vertente do feminino voraz, capaz de debilitar-se. Hábil linguagem do horizonte, da terra espreguiçada em gestos sinuosos do corpo... dela!
O que é vida se espreguiça nela! A água ondulante, a voz que vibra... Há boca fresca nesta em que me cativo! Coisas e criatura, espaço silvestre do livre arbítrio. O zênite ganhou de seu sol o princípio significado. No declive da luz, assim, libertam-se os membros estalando rústicos suspiros. Exaustas seres, murmuradas coisas para não perturbar o segredo que repousa. Perfume, aqui, imobilizando o ar, arquejando o desfalecimento do tempo... Vencida nos braços flácidos da tarde, esvaio-me reclinada entre seus seios...