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Parede aberta

Em cada solidão, uma vanguarda. Foto: Larissa Pujol.

Num prego suspendeu a decoração de outra vida observada. Permitiu nesse meio do nada o ponto perfurante do limite dos olhos, a se manter nos cantos agudos e concluídos.
O branco longe. Longe esquadro que dos fracos se vê vulnerável; mais de posse a cada sobejo dado, embora a graça perdoe o infinito. Foi assim que sua veste bonita de escura transmitiu ficar ali: carregada de fardo na alforria dos montes! A casca versa mísera a concessão do pano. Outro pedaço adorna os parasitas que se camuflam no deslize belo à face do maior encanto.
De tudo, o passado emprega o seu vão momento. Espalha no outono do pensamento as manifestações senis de entusiasmo ou nuvem... Criou estimada observação quem se outorgou ser peça cativa deste pedaço. Haveria o dia, para o esmero do artista, de olhar-nos à passagem estática de si. O furo condiz à provocada batalha com louvor... O pó derramado esqueceu-se do espaço e se considerou liberto junto ao ar e aos polens soltos da figura.
Logo, as pestanas cedem à contemplação a vista taciturna e infantil do conforto. Terna cavidade fecundante, cujo corpo antes se subjetiva durando a ultravida.

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