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Extenso conforme...

Mesmo com as mãos frias ela escapa um dito saudoso de bem-querer. Não é, portanto, fantasia aquela passagem, a minha preferida, cujo semblante descrimina a suntuosidade de sua modelo.
Boca pequena do seu melhor sussurro. Aprendo logo a incrível habilidade na pele loquaz; e que de tão louca e vulgar, seu peito expande o significado de ela ser... Há por querê-la esta natureza morena, muito forte e perene até onde ela permite o fundamento do meu pranto. A palavra de sua enciclopédia comete antônimos de menina. Violenta com sua rosa o fraco sorriso que em mim adoece... Acaricia com verbos a vida que mente dizendo “sempre”. Somos o que pertencemos à angústia; no que respira a ida, uma ressalva.
Importante e contente o animal de si procura. Brada o mundo e solfeja a mulher – na cama em que a ouço e me despeço. O efeito, sua cor, seu braço num córrego-derme perfeito de luz acolhido ao fechar dos olhos. Cria, esta amada minha, o fato por suas rugas. Juíza camuflada por planos e panos que rasgam em qualquer saída de unha...
Existem quantos dias quentes para discutir, mais o porquê daquela roupa perfumada. Zelo que cabe no colo e na paranóia da experiência. O habitat de sua crença por fazer-me dela.

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Puseram a culpa

Puseram a culpa na pedra. Nesta que a água tanto bate até que fura. Nesta que Drummond encontrou poesia pelo caminho. Nesta pela qual João Cabral construiu sua educação.
Tem uma chuva vinda de vez em quando para lhe escorrer temporais fios de cabelo. Um e outro pássaro que ali pousa enfeitando com asas a suposição pesada de voar. Pessoa que ali se escora, pisa, senta e evapora a própria condição concreta de ser humano.
A vegetação morre, a pedra ali espera. É iludida. Não tem consciência da morte. Tem como companhia o dia, a noite e todo sentimento que se despede. A pedra ali espera. Uma lufa lhe acaricia nunca a deixando só.
A sós com sua rija confiança, o elemento cinza, pesaroso ao olhar dos outros, não elenca na sua cegueira quem nela se deposita. Machuca, às vezes, quem a ela chuta, por pura educação primitiva de ser pedra.
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- Vinte e seis?! Cara, eu pensei que era mais! Sério. Quando dizes: Ah, podias ter brincado com meus filhos... Ou, então, que minha idade se vive de sonhos e a tua de lembranças... Ou, “à tua idade não há nada impossível, a minha segue à espera d’um milagre, Larissa”. Sempre, sempre o mesmo! Sério, eu ju-ra-va que tu tinhas séculos a mais que eu!
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Entre amigas: a passividade do possível

Saímos e vagamos de Biquíni Cavadão: porque só isso nos restava após doze períodos de aula - uma preguiça à domingo, porque só isso nos restava enquanto a cidade morria mais um pouco. Fomos de chuva, à poça, à calçada quebrada, como Elis e Tom, ao fim do caminho. Um bar vagabundo e qualquer que vendesse um litro de Polar a seis reais. A luz da cidade apagou, e o bar, diferente dos sertanejos, desculpou-se e começou a gargalhar. Localizávamos no fim esconderijo do local, cobertas por aforismos filosóficos-literários, com Platão e Aristóteles somados a duas Polar sobre a mesa. O assunto do impossível ocorre:
L: O que nos mexe é a tragédia. Pensemos: por que não nos provoca certo orgasmo bisbilhoteiro nos interar da felicidade alheia? Porque o “insolucionável” nos move. O possível, cara amiga, nos leva à estabilização, à parada e à morte. O impossível é ativo.
M: Lembro-me de Quenau quando dizes isto. Ouve: A História é a ciência da infelicidade dos homens...
L: Cara, ele disse isso ant…