sexta-feira, 22 de maio de 2015

Figura exclamada

De que modo o segredo não deixa sombra? Foto: Larissa Pujol.

“[...] e cheias de ternura e graça foram para a praça”, nos entremeios dos filhos e filhas que planejavam criar com os olhos puros, dizendo uma ou outra simplicidade fácil e inumerável que ambas superam. “Amo-te” o beijo proposto naquele instante escuso do mundo, caminhado pelo corredor. Almejo com magnânima e expressa louca vontade de abraçá-la até derretê-la ao pó de sua maquiagem... Aquilo que o bicho aninhou apenas sai ao alçar voo e ganhar corrida... Cada vez a sequência tem nosso alfabeto. A mulher encoraja predestinada à liberdade; e, se tolhida, ama ao embaraço de sua abstração, quando olha para o paraíso simplesmente encontrado ao seu lado. Sabe-se que o doce aquece a boca, chove a língua, goza deglutido! Apaga-se por momento na parede, escorrendo a imperativa satisfação. Querer ao passo que visa o aproveitamento. Sem o molde, a respiração toma conta... E uma da outra... O sentido aparece mágico durante a confluência dos vestidos entre o vento...