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Harmônicas de minuto

Faz-te carinho a delícia expressa da surpresa, à súplica desvairada dos modos. Os saltos são verbos ansiosos, agora, como crianças, marcam passos na corrida para a cama. Além-mar, tu sabes, pequena, que nas ondas dos meus lençóis, (a)mar exige mais fôlego e mergulho total uma na outra... Ah, o fôlego. Quando nos une, falta. No entanto, ao consentir a ausência, tento ouvi-la nos pares do relógio.
Permito-me transcrever aqui o sentimento enquanto te escuto nas horas. Eu te amo, querida, de um modo inimaginável, quiçá doentio e amargo. O tempo tem, na sua palavra complexa, a desertora sensação de profunda alma que retesa os nervos de prazer no indubitável desejo de se expressar...
Então, dos arrabaldes surge a fantástica fumaça extasiada de desconhecido. O êxtase beatífico confunde a dor na rara beleza que verte preenchendo o misterioso caso. Seus fantasmas de vida distraída, mas romântica, existem no interesse que cinge a linha do querer. No horizonte, as árvores tranquilas do teu pensamento parecem emanar o calor da luz suave que cintila os teus olhos. Não havia tempo tão belo quanto esse! Tua figura bem-feita sobressai vivida, minha amada, afirmando meu hábito com tua graça. Observei a natureza: ela a tua volta se vê tépida e luminosa. Um redor cristal fosco da liberdade.

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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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