sexta-feira, 15 de maio de 2015

O siso da profissão

- Sora, a senhora tem um abraço tão maternal...
Expectativa: agradecer a amável comparação.
Realidade: Não chores! Não chores!

O crescimento é o melhor conteúdo. Amada miudeza curiosa, por vezes taciturna de idade, que amanhece pássaros antes sonhados nascimento... A gestação enluarada acarinha a criança da mensagem. A fortuna próxima do amor que dispensa estereótipo – filho, filha – no bem-querer da sabedoria.
Acolho neste ninho a inefável plenitude do ser. Imenso pensamento a se completar pelo alcance de seus desafios corridos, saltitados, chorados. Entretanto, rebeldes de tagarelice e cabelos multicores... Jovem querida de carência, filha de destino efêmero: logo continuará sem mim, talvez pela vez distraída que sua adultice não me a fará reconhecer. Detalhes cujas rugas perecerão do carinho. Este ato sem segredo de sinceridade, incomensurável no breve espaço que abraça.
Remedia a labuta este reconhecimento. Nos vitrais empoeirados de vida, a tua semelhança caberá nos calcados detalhes... Soube-me o afago dizer que a sensata presença se filia ao sonho caridoso. Quão amplo e permanente este ser! O santuário assinou a justa manifestação arquejada de alegria. No mais intuitivo dos encantos, a crença materna...