sexta-feira, 19 de junho de 2015

Dos laços, meus braços...

... em teus braços no nosso planeta chamado cama. Foto: Larissa Pujol
 É a pressa da carência, de uma pelúcia aquecida de mãos a tapas no meio da história que falece. De tamanho eu dispo minh’alma e afogo a calma salivando um beijo teu... Vamos sem chão, podendo a solidão ser duas. Eis que o amor planeja o cuidado que te tenho, mas a saúde não se dispõe ao tempo. O lucro, então, brilha cruzando mordaças, canta sua sorte, e cansa a morte na satisfação...
Ao que aspira, o comando negligente da utopia faz do sujeito a sua procura. Muito astuta, a resiliência atroante principiou o alheio. Deste, apenas a galhofa se comete na sua própria narrativa. No entanto, haveria de esbravejar a distância que de perto acena às escondidas? Ah, o oco do vazio: a lonjura das ausências... Tive amores que de ponte serviram para chegar a ti, meu bem... Mesmo assim eu choro o perdedor bradado por Tchaikovsky...
Tradução caseira de "Alicia en el país de María". Foto: Larissa Pujol
O Mistério é a incerteza que nos leva ao futuro. Nós duas incertas, mas futuras?  “Que aconteça logo!” – digo a expressão que anuncia o poder esmagador da ansiedade! Juventude esta que, de experiência em experiência, vem a conhecer realmente a vida. Então, seu ímpeto combatente fenece e, resignada, não mais se espanta ao compreender a própria miséria moral de que “tudo está errado”. Ah, mas Tudo é incrível enquanto o amor resistir! Embora amemos a vida (e com vida), minha amada, não nos esqueçamos da natureza – a única para a qual não há substituto –, e que esta é a esperança de tudo, inclusive da morte...