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Mostrando postagens de Julho, 2015

Palco servido

O tapa da porta, fraterno encosto de amigo a confraternizar o costume escuro do fim. Boas prosopopéias naturam na selva lúdicas de cores elétricas seus gemidos tempestuosos de embriaguez e afago. Entre mulheres, as caras camuflam pássaros às suas penas hostis e laborais. Dia nublado pede o sangue decantado e generoso em todos os corpos... Sangue correndo graça em partituras de riso, e sugerindo no imo a dança sublime, espremida no centro da alegria: a força num vai-vem duro e ritmado ao toque surdo e forte dos pés batidos como voos angelicais, mas virilmente, contra o chão... Vórtice racional que docemente meus olhos começam a flamar seu preceito de conquista. Ao encosto do torpor, a sequência de mulher comanda os ímpetos de música e da saúde embebida em gélidos agitos no esôfago.



Ao meu jeito eu vou fazer um samba sobre o infinito...
A ciência feminina, cedendo-se num intróito extremoso de orgia religiosa, descomplica as suas curvas entrelaçadas por tabu. Às vezes o verbo possui uma …

Isolada pudícia II

Convenço-me que nada mais influencia a pessoa como a elaboração moral. Sentimentos de sonhos a se concretizarem se despertada eu estiver! Abertos os olhos, tenho-a novamente me agradando com desejo e, portanto, com sofrimento. Desperta a sensação de lástima pelo término deste meu feliz e tranquilo olvido... Esperança de felicidade corpórea, alvoroço deste assunto, mescla de fragrância rosa... Sou ela vivida neste cataclismo que nos adeja.
Visto-me maquinalmente no mesmo lampejo selvagem que se descontrolava nos seus olhos ardentes e astutos vindos durante minha lembrança... Abotoada a camisa xadrez, deixando a mostra os volumes dos seios, descarada, alegre e solta de café-com-vinho, mascarada a Dolokhov, mas camuflada a Varenka! Ah, ela gosta de mim, e a aprecio desde sua voz soprana, no conjunto de olhar direto, flecha-negra atravessando meu intelecto, boca graciosa de sorriso pequeno e amontoado.
Paixão por ela, minha companheira de partitura: suas mãos finas, pianista, alongadas …

Isolada pudícia

Tão logo o entusiasmo salvou a aquarela. Reencontrada no estúdio de ensombradas palavras, a distância ao fundo daquele cerne correu vazia, então a fechadura procurou tranqüilidade... Seu rosto escondia-se de álbum em álbum para não enrubescer-se... Mas de tempo eu lhe conseguia um sorriso registrado de memória e sua fala melíflua logo organizava as atenções para seu fantástico Hoffmann com Offenbach.
Pedir-lhe-ia a amante cigana que me cantasse “Minha lareira...” e que seu piano estirasse as oitavas. Contudo, o lume do meu olhar abobalhado desconversou meu corpo com a argúcia dela imersa em Bernard Shaw! São bonitos os seus dedos, mas é sem rosto, como título de Teleshov, a sua concentração! – Que eu acabe com esta, se não me acabar antes. – Naquela hora, o espelho a nossa frente sobrevinha à culpa juíza da sensação de prazer... Agrada-lhe interromper e deixar de ser lamento!  Sortilégio de amiga conversando coincidências para melhor se divertir, proporcionando a sua terminada decla…

Crônica epistolar: do meu leito...

Ah, este leito! Quão frio é o tecido na sua plástica receptiva. Pouco tempo ali observada, me pontuei aos olhos concretos sombrios que me encobriam. Minha amor, minha linda! Paradoxalmente tenho a falta do teu ninho! Entretanto, querida, prefiro que te mantenhas alheia ao que me lastima e adoece. Nada mais cruel seria para e em mim que causar-te desconforto. (7:36 a.m)
Rhode, minha colega, tuas mensagens, teus olhos, nossas bocas, nosso ser. Sorte abençoada que aproveito na tua moradia deste meu lado esquerdo, por ora, paralisado e dormente. Ainda aqui trabalham a sistólica e a diastólica maneiras, correndo vida nas idas do tempo, mas nas vindas do teu conforto, minha amor. Posso estar incompleta de corpo, mas de nós duas... Mais aspiro o oxigênio como de ti trago na boca o sentido amado que me dispõe teu prazer. (11:35 a.m)
O mais puro dos prantos se derrama espalhando a linha desenhada do teu rosto. Oh, minha menina verbena, como soubeste do ocorrido? Eu pedi para que te preservass…

A hemorragia da civilização

As épocas não perturbam o sentido aguçado da dominação. Educados ferros, à sorte besta da cara, surpreendem camuflados por flores o corpo da pele curtida à primavera... A beleza suscita a crença vituperada da imagem. Aniquilada transcendência a qual dissimila nossos passos macios na expectativa.
Justificada conversa cuja regra à mescla de voz tudo dissipa frágil e superficial. A dificuldade do abraço – a fluidez do adeus –, o tudo que se planeja aumentando o quando até o derradeiro murmuro. Sem colheitas com os olhos enamorados, o sorriso é pretexto da carne no movimento coletivo... Executaram-se trechos de si entre a atmosfera e o entusiasmo. Verdade prolongada, seja de horrores que provam o sobressalto d’um formigueiro inepto enquanto faz-se pândega de fortaleza marchada.
O combate é a nostalgia do interesse. Projeto e amor são bases, com angústia, indefinidas, mas considerados da alma e da pura desordem sujeitada. A ortografia do estímulo imediatamente quer a coerência das linhas …