sexta-feira, 25 de setembro de 2015

O rastro e o caramujo

Sem mais inflamam-se os maus juízos proferidos pela pausa dos que esperam. As pernas correm a pé apenas o sangue circundante, cavado nas veias da sistólica ansiedade de qualquer maldizer...
As coxas apoiam o projeto, descansam o labor. Somente a inspiração, ao alto sonhado, voltou-se para ali e despencou desfazendo o nome nos fiapos do cansaço. Os dias provocaram! – é a desculpa do desleixo emocional que os deixou de lado – para trás. No entanto, a cinza do asfalto e das calçadas recebeu os passos voados sem adequação do tempo na vontade de si mesmo, enquanto a lesma antecipou sua lenta precisão e grifou sua passagem de um sinuoso caminho a outro.
Ninguém viu sua pressa voraz. A avaliação se fez seca e paupérrima na deficiência de sua própria marca. Não fez para melhorar, restaram-lhe as informações abandonadas pela saliva. O mais trabalhoso também tortura a gente pela morosidade... E o suor dá polimento à coroa que premia o sonho.
Ser a percentagem que convém a firmada permanência de si nas habilidades. Cálculo da letra somada à amostra de um bom tempo, com o qual se tem a sorte nata de praticá-la. No chão incidem os rastros do caramujo, este permaneceu na vida do pensamento compartilhando caminhos. A pessoa se desfaz da lenta apreciação e se elogia com a casca sem rastejar. Não pressiona o passo, não permanece. Voa o tempo, mas não voa o seu ideal.