sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Durante a sua insônia...

Diz o ditado que "a noite é uma criança". Então a experiência completa: e nós somos os seus brinquedos!

São suas mensagens que me visitam feito anjos obscuros do desvelo. Breves presságios de uma noite que alguém esqueceu o medo por tal qual estava escuro em seu próprio peito. Assumir e continuar afiam a navalha da escolha: podados os galhos fortes da sua árvore, querida, os frutos a abandonarão... e, da minha árvore, a minha raiz, mãe, desfalecerá derrubando-me.
Ainda sobre a sua insônia, que a cada manhã felicito o dia por lê-la, o seu riso acreditou na beleza. Muitas bobagens em comum de duas professoras cuja alegria tem sua fonte quente de palavras expiradas com o aveludado vento do segredo. Aqui, em meu celular, singelas figurinhas e ditos chistosos se alaram e vieram cuidar meu repouso (preferia que este estivesse ao seu lado, embora nela eu repousasse desperto meu olhar todo amoroso).
A aurora a surpreendeu e as estrelas que testemunharam suas mensagens e semelhança ficaram atrás da luz. Ah, quantas vezes! Na manhã a sua presença encanta... O dia é adocicado pelo seu bom dizer envolvente ao seu carinho... Tenho a fortuna que me brinda a sua chegada! Ganho dessa paz o idílio que perdura compondo mais um dia para que eu a queira sempre...
Em meu romance, querida amiga, eu perco tempo tentando resgatar em cada gesto seu uma bandeira... Chega o fim despedido, tão logo resolvo esperar um indício de sua vontade de ser ninada, outra insônia dela... Mas, nada. Mas, ela entrou de corpo, roupa e tudo na profusão do desgaste. Mas, ela sonha... Mas, o silêncio avisa que esta noite sou eu a zelá-la, misturando anseio com meu corpo envolvido em lençóis de nicotina, a noite inteira...