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Memorial da existência

Ao se construir vem o concreto e o poder. Do pensamento às mãos, a segunda chance é apenas uma promessa. A vez, então, cumprimento da vontade, ilumina a mudança: norte do conhecimento.
Inventar-se no preceito que somos nós a origem que pensa traz o corpo, antes título do instinto, que sobrevive. A base da busca é o olhar, o conceito é o passo... Embora haja conclusão de uma perda, o encontro sairá de casa com a procura. Até nós, ele assume desejos amórficos de uma perseguição. – O que seria do amor se não aniquilássemos o orgulho? – São caminhos e divindades aceitas de si mesmo a cada passo para trás. Mas o nome ali continua firmando a edificação.  
Seja a massa as caras do nome. Para todo o mundo, é-se o mundo! Logo, em seu mais recôndito solo estão os costumeiros espíritos a viverem para si as experiências que os alienam do mundo e das caras. Constroem aquilo que nada prende ou repete, são velhos sem perda numa matéria que prescinde à natureza se fluindo ao ciclo do verme.
Emancipa-se a crença reciclada das atitudes. A felicidade, sorte de quem diz, ainda é fragmento da vida à qual se nasce para consertar. Próprio se é apenas da mecânica persuasão de metamorfose e mística... O pensamento insiste, o incômodo ousa e a competência resiste. Apenas os planos do espírito arquitetam com o ideal. Vista as camadas da consciência, há cada corte para o existir, cada destroço do seu próprio concreto. 

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