sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Àquela que eu não citei as cores

Se tu me deixas desfrutar
Esse róseo pálido do teu fruto
Belo feito bruto diamante
Digo-me amortecer num halo encoberto crepúsculo

Faltam-te as cores

Doente pálida cara funérea
O róseo movimentar dos lábios
E o oco escuro da tua boca
Que esconde a serpente vermelha
A sobreviver pelo ataque

Rósea coloração das pulsadas
                                 cardíacas
Em múltiplos caminhos azulados,
O roxo hematoma do beijo mordido
Suga o sangue, vampiro do colarinho degolado...

Na pele branca
Os dentes brancos
A liba vermelha e escorregadia da obsessão

Não te falta a fome

Tampouco o sorriso amarelo
No pouso das rodas do pássaro prateado.
Guardadas as asas quebradas
As penas cinzentas flutuantes apaziguarão este remendo...

Sobram-te praças

Banhas-te em pingos de folhas verdes
Algumas velhas amarelas páginas, roídas folhas
Desgraçadas traças manuscritas...
Cerco escuro alumiado fumê
Desta noite...
Estrelas te alimentam.... Alento branco esfumado em tua boca...