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Relato docente: a dúvida e o questionamento

Enquanto eu mediava o processo criativo dos alunos – que se acertavam entre poesia e disposição visual – um deles me evoca:
- Criei inspirado no jogo do “pac-man”, dos anos 80. Os caminhos a seguir, melhor, a escolher: o certo, o errado e o duvidoso. Que a senhora acha?
- Hum... Os monstrinhos no errado, os pontos no caminho certo. No duvidoso, ambos se juntam ao bônus... A proposta é interessante, mas... Tu erraste a palavra!
- Como assim, professora?
- Imagina tu chegando frente à placa na qual diz que o próximo passo é duvidoso. Tu recusarias a seguir em frente, verdade?! Ou te atrasarias muito ao tentar decidir com o medo que te enfrenta este caminho: logo te prenderias somente ao ponto de partida.
- É verdade, “sora”. Nunca pensei no quanto a dúvida nos amedronta. Mas, ai... Agora eu fiquei ansioso. O que faço?
- Tu mesmo te respondeste...
A face do aluno, como um filho, questiona.
- Sim. O caminho auxiliar ao certo e ao errado, meu caro, é o questionamento! A questão te prepara e reforça teus passos. Esses podem, até, ser mais curtos ou tardios, no entanto a curiosidade ao questionar te dará alguns “bônus” para evoluíres de etapa e te defenderes dos perigos. A dúvida instiga o medo, a volta, a desistência! É a ânsia de acertar numa terra de ninguém.
- Então, “sora” Larissa, existem os caminhos certo, errado e o questionável. Claro!
- Ponto! Bingo! Gol! – Vibrei com o caminho que ele escolheu para além da atividade...
Assim voltei com a minha torcida para os demais questionamentos.

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