sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Pluma

Ela ia ao sabor da direção do vento. Testava o horizonte na percepção de uma nova ideogenia... Uma amenidade que me conteve ao mirá-la. Segui, então, a sua doutrina por alamedas e olhares facilitados. O espaço tinha a ela! Individual figura que me concedia o mito do belo, aliás, recompensava.
O dia se depauperava. O sol se despediu com imponência para o ciúme da noite que chega. Pessoas se afastavam fastidiosos, aceitando a desvantagem de suas energias... Os muros fechavam seus olhos com as sombras vindouras... Mas, ela, aqui permanece e torna clara a graça deste tempo, que sempre é hora de amá-la. Em minhas mãos ela se traz habituada com o meu silêncio... Solta-se e me dedica flores a mais na minha vida: uma composição para escrever em pé e repelir letargo! – Repito. Sequer a lua, que longe adornava o reinado estelar, é acrisolada como ela.
Fazer uma notícia que ontem provocasse, pois, a infância. A novidade, deveras, sente a ocasião deste nosso sinal, cuja displicência dos sonhos aformoseou da amizade ao carinho, da espera à ternura. Foi lesto o crescimento, e por nós ele se apaixonou... A fresta que permitiu a luz angaria a nossa necessária respiração imediata. O apoio tomou as proporções de um horizonte sinuoso, tal qual provocaste na primeira linha deste caminho, – como eu deslizo minhas mãos por tua cintura, otimista.