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Conversa de ano-novo: apenas a resposta

Percebi que minha amiga estava curiosa. Saber como e o que faz ao se igualar o proposto sentimento totalmente feminino. Desvio-a do assunto diversas vezes, por respeito à minha querida. Um, dois, três minutos depois ela volta a me perguntar sobre a diferença que há.
- É bem melhor. Esta é a diferença!
É um toque macio, merecido pelo paladar estremecido de uma pele nua. As mãos esculpem o cheiro das curvas e, caso elas caiam no desvio, entram novamente em outras curvas chamadas seios... O beijo recebe a beleza das rosas, ou dos jasmins, ou das amêndoas que regozijam-se diretamente com o seu sangue, que pulsante, evapora nas pétalas dos lábios toda a evocação natural da avidez salaz.
Cúmplice, a cor do batom bem macula as tortas, mas suntuosas, passagens. Desenha abstratamente a coordenação dos reflexos entregues à certeza de bem adornar o encanto. Ser apreciada também por tais sinestesias ornamentais de gestos coloridos eleva um patamar de sabedoria. Aquela força rústica que impõe presença desaparece com a exatidão d’alma. A opulência física se faz entender ao esboçar o entusiasmo de se ter a si mesma, arpoada com o mister da sutileza.
Há um confiável envolvimento, pois as garantias reais já são conhecidas uma na outra. A prova é árdua para quem ainda rejeita algo em si, ou sucumbe ao ceticismo a possibilidade de aproveitar-se em outros flagrantes.

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Que de boba eu não tenho um mínimo provérbio, apenas resisto. Amigo-me confortável no resquício laborioso igualmente assistido à sua palavra... Um fenômeno desfragmentado na sua verve sofista que mais crio a nós duas, futuramente.
Resistência: ela não quer. Desistência: ela me procura. Sigo-a. Ela fecha a porta. Não me deixa entrar.
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