sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Helena em porcelana

No papel não caberia o que no corpo já não cabia na poesia caberia...
Sexta-feira. Este quando! Quando me despeço dela, minha amada, todo meu ser resta no abraço deste singelo apreço de porcelana que ela me regalou antes de ir. Quando a gente se encanta junto, o deleite acontece a toda hora... Levo, pois, todas as horas do mundo em seu sorriso, revivendo depois, novamente, à aurora do amor que figura nessa sua face linda, Helena... Tão linda como se você mesma houvesse inventado a beleza...
Sim, Helena, você também foi uma das melhores coisas que me aconteceu neste ano que se vai... No entanto, a solidão trata de ser uma estimada virtude, sem influência profunda de que me abandone – assim já – com o tempo.
A minha Helena. Realmente ocasiono quem sou a sós. O que é melhor, querida saudade, para você que me vê, tanto como para quem realmente sou. Não temo as sombras, pois a noite me camufla nas trevas em que todos agouram seus instintos... A real-criatura se vale da escuridão, aproveitando a si mesma para se valer de ser o que temor daquele que se considera um ser de luz... Mas também sou eu sol anuviando-me de você, Helena, em mim, abstraindo para as nuvens que expiro em nicotina... Jogo tudo para o ar acima, e este sopra a letra do seu nome ao céu, pernas ao léu que partem de onde a volta não mais era você, Helena...