sexta-feira, 1 de abril de 2016

Reia

Provoca-me Reia com seu gemido grego proferido dos lábios finos. Inquieta como o resto cansado, a saciedade de Reia ainda me é intacta em seus seios pequenos. Toda ela pequena...
Aos corações do pó, Reia conta seus segredos de boas entrelinhas das soluções que alguém acerte o enredo. Tem a garganta em Chalais: o junto não a iguala. Discórdia que me lavra a separação dantesca na última pessoa do inferno.
Que suporia Reia ao tramar-se com aliança? Erguia, pois, os olhos distanciando-se como os altos álamos... Lá onde cheguei um dia a compor-lhe, ciumenta, tais floreios que adornassem sua atenção melhor que o outro! - Ah, se tu, outro, soubesses que as angústias de Reia já se apoiaram sem fôlego em mim, o seu muro. – Reia, a andorinha de momento, tingindo os cumes altos da exclusividade dos sonetos petrarqueanos, embora retorne à canção olhando curiosa e ávida o meu rosto, lembrando-se das mortas esquecidas nele.
Reia é para pequenas emoções, não para o epos... Tampouco ela dança; ninguém lhe escreve. Apenas eu a testemunho em grande consideração. Reia é um ótimo resultado de poesia – apesar da ilustração de seus cortes imagéticos. Súbita e acentuada, Reia tem corpo estruturado em vórtices. Um quadro vendido à ficção sobre as figuras do passado. Extensão de um épico insuficiente.